Oficina gratuita promove vivência em Acessibilidade Cultural em Taquaruçu
A Oficina de Acessibilidade Cultural em Taquaruçu oferecerá uma experiência imersiva e gratuita, conduzida por Mônica Costa, com práticas que estimulam inclusão, empatia e consciência sobre barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência.
A comunidade cultural de Palmas e região terá a oportunidade de vivenciar uma formação inédita e transformadora sobre Acessibilidade Cultural. A oficina, que será realizada nos dias 13 e 14 de dezembro, das 17h30 às 20h30, na sede do Circo Os Kaco, em Taquaruçu, é totalmente gratuita e não exige inscrição prévia. A proposta é provocar reflexão, ampliar o conhecimento técnico e sensibilizar profissionais para práticas verdadeiramente inclusivas em ambientes culturais, educativos e comunitários.
Ministrada por Mônica Costa, especialista em acessibilidade e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Compede), a formação integra o projeto “Capacitação e Vivência em Acessibilidade Cultural”, que nasce da necessidade crescente de fomentar ambientes mais acolhedores, acessíveis e preparados para receber todas as pessoas, independentemente de suas condições sensoriais, cognitivas ou motoras.
Acessibilidade Cultural como vivência prática
Mais do que uma exposição teórica, a oficina se destaca por proporcionar uma vivência sensorial e imersiva. Os participantes serão conduzidos a situações que replicam obstáculos enfrentados por pessoas com deficiência, como assistir a uma apresentação sem audição, realizar atividades com limitações de mobilidade ou interpretar conteúdos sem recursos acessíveis. A ideia central é possibilitar que artistas, produtores, educadores e agentes culturais compreendam, na prática, como as barreiras impactam o acesso à cultura.
A metodologia da vivência reforça que a Acessibilidade Cultural não se resume a adaptações pontuais: trata-se de uma responsabilidade coletiva e uma política de cuidado. A inclusão começa no planejamento e perpassa toda a experiência do público, desde a comunicação até a execução das atividades.
Reflexões essenciais sobre inclusão e capacitismo
Durante os dois dias de oficina, serão abordados diferentes tipos de acessibilidade: arquitetônica, comunicacional, atitudinal, metodológica e digital. Também serão apresentados conceitos fundamentais para combater o capacitismo, que muitas vezes aparece em práticas e discursos naturalizados, mas que reforçam exclusões históricas.
Segundo a facilitadora, repensar a forma como a sociedade produz e consome cultura é uma etapa essencial para ampliar a participação de públicos diversos. “A acessibilidade não é um complemento, mas um direito e uma responsabilidade coletiva. É preciso que a inclusão esteja presente desde a concepção de cada projeto”, afirma Mônica Costa.
Acessibilidade Cultural no cotidiano das políticas públicas
A oficina contará com recursos acessíveis, como audiodescrição, linguagem simples, intérprete de Libras e equipe preparada para atender pessoas com diferentes necessidades. O espaço do Circo Os Kaco também dispõe de rotas acessíveis, reforçando o compromisso do projeto com práticas inclusivas que dialogam com políticas públicas e com as demandas dos movimentos sociais.
A programação é voltada para profissionais da cultura, educadores, produtores, agentes comunitários, estudantes e todas as pessoas interessadas em compreender a Acessibilidade Cultural como instrumento de equidade. A proposta é que os participantes levem para seus ambientes de trabalho novas perspectivas e ferramentas que contribuam para uma atuação mais consciente e transformadora.
Quem é Mônica Costa
Graduada em Turismo, servidora pública, mãe solo e mãe atípica, Mônica Costa tem trajetória marcada pelo ativismo e pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Sua relação com a pauta da inclusão se intensificou quando sua filha mais velha perdeu a visão aos 25 anos, episódio que transformou sua visão de mundo e impulsionou sua atuação pública.
Atualmente, Mônica é presidente do Compede e gerente da Educação Bilíngue de Surdos na Secretaria Municipal da Educação. Também participa de debates, formações e palestras, ampliando a visibilidade de pessoas historicamente invisibilizadas nos espaços culturais e institucionais.
Serviço
Oficina de Acessibilidade Cultural
Facilitadora: Mônica Costa – Especialista em Acessibilidade Cultural e presidente do Compede
Data: 13 e 14 de dezembro, das 17h30 às 20h30
Local: Circo Os Kaco – Taquaruçu
Inscrição: Não é necessária
Participação: Gratuita
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