O Agente Secreto vence duas categorias no Globo de Ouro

O Agente Secreto

O filme O Agente Secreto vence duas categorias no Globo de Ouro

O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

A noite de domingo entrou para o imaginário do cinema brasileiro como um daqueles raros momentos em que a arte rompe fronteiras, acende debates e reposiciona um país inteiro no mapa mundial do audiovisual. No salão iluminado do The Beverly Hilton, em Los Angeles, O Agente Secreto transformou expectativa em comemoração ao conquistar dois troféus do Globo de Ouro: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

A plateia, formada por alguns dos artistas mais influentes do planeta, testemunhou um feito histórico que rapidamente dominou a imprensa internacional. Não era apenas uma premiação; era um capítulo simbólico para o cinema brasileiro, reafirmando sua força criativa, estética e política.

Uma vitória que ultrapassa o próprio filme

O anúncio da categoria internacional veio com surpresa e emoção. Ao vivo, a atriz Minnie Driver saudou o público brasileiro com um espontâneo “Parabéns”, em português. O filme superou concorrentes da Noruega, Espanha, Coreia do Sul, Tunísia e França, consolidando sua narrativa como uma das mais impactantes do ano.

Ao subir ao palco, Kleber Mendonça Filho abriu o discurso com afeto: “Alô, Brasil”. Agradeceu à equipe, à Vitrine Filmes e ao parceiro Wagner Moura. “As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo”, afirmou o diretor, dedicando o momento aos jovens realizadores brasileiros.

A força dramática de Wagner Moura

Wagner Moura conquistou algo inédito: tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Falando em português, celebrou a cultura brasileira e destacou sua parceria com Kleber. “Viva a cultura brasileira”, declarou, emocionado.

Sua performance se destacou entre concorrentes como Dwayne Johnson, Oscar Isaac, Michael B. Jordan e Joel Edgerton, reforçando o alcance internacional do trabalho de Moura.

Ecos de Cannes e a construção de um fenômeno

A trajetória de O Agente Secreto começou meses antes, no Festival de Cannes, onde uma intervenção cultural com frevo tomou a Croisette e ganhou manchetes. A obra, que combina potência estética e debate político, encontrou em Cannes seu primeiro grande público — e agora, no Globo de Ouro, encontra sua consagração.

A vitória também resgata memórias afetivas: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e Fernanda Torres levou o prêmio de Melhor Atriz de Drama no ano passado, conectando gerações do cinema nacional.

O Brasil no radar do BAFTA e da crítica mundial

O impacto não se limita ao Globo de Ouro. O filme está na longlist do BAFTA 2026, disputando Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Roteiro Original. Embora Wagner Moura não tenha avançado para Melhor Ator, sua presença nas listas consolida o prestígio internacional do longa.

O documentário brasileiro Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, também figura na longlist do BAFTA, elevando ainda mais a presença brasileira no circuito internacional.

Na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, dez produções avançaram, incluindo O Agente Secreto, que disputa espaço com títulos como Foi Apenas um Acidente, La Grazia, Garota Canhota, A Única Saída e Valor Sentimental. Já na categoria de Melhor Roteiro Original, o filme aparece ao lado de produções como Blue Moon, Casa de Dinamite, Pecadores e A Hora do Mal.

Uma noite para entrar na história

Com duas estatuetas, repercussão global e presença crescente no circuito de premiações, O Agente Secreto não representa apenas um filme bem-sucedido. É um movimento que reafirma a potência da arte brasileira e sua capacidade de dialogar com o mundo.

 


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