Método Wolbachia em Palmas avança no combate à dengue

Método Wolbachia

Método Wolbachia em Palmas avança com reunião técnica da SES/TO

Palmas será o primeiro município do Tocantins a implantar o Método Wolbachia no combate à dengue, zika e chikungunya.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), realizou nessa quarta-feira, 11, uma reunião técnica para discutir a implantação do Método Wolbachia em Palmas. O encontro, promovido pela Diretoria de Vigilância das Doenças Vetoriais e Zoonoses, contou com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e marca a primeira etapa oficial para a implementação da tecnologia inovadora no município.

Durante a reunião, foram analisados indicadores epidemiológicos relacionados às arboviroses, como o número de casos notificados e o histórico de transmissão de dengue, zika e chikungunya na capital. A partir dessa avaliação, foi realizada a estratificação de risco, ferramenta que permite identificar áreas com maior vulnerabilidade e definir prioridades para aplicação do Método Wolbachia em Palmas.

Estratificação de risco fortalece estratégia

De acordo com a analista em saúde e bióloga da Semus, Renata Ribeiro da Silva Braga, a estratificação de risco representa um avanço no controle vetorial. Segundo ela, a metodologia integra as novas tecnologias preconizadas pelo Ministério da Saúde e permite maior precisão na identificação das áreas críticas.

Com esse mapeamento detalhado, a implantação do Método Wolbachia em Palmas passa a ser conduzida de forma estratégica, potencializando resultados e ampliando a eficácia das ações de prevenção às arboviroses.

A analista da Vigilância Epidemiológica do município, Martânia Moura Corrêa Ferreira, destacou que o método se soma às ações já realizadas no combate ao mosquito Aedes aegypti. A expectativa é reduzir significativamente a incidência de dengue, zika e chikungunya por meio de uma estratégia integrada.

Palmas será pioneira no Tocantins

A diretora de Vigilância das Doenças Vetoriais e Zoonoses da SES/TO, Mary Ruth Batista Glória Maia, afirmou que o trabalho conjunto entre Estado e município fortalece a vigilância em saúde e garante respostas mais rápidas no enfrentamento às arboviroses.

Palmas será o primeiro município tocantinense a implantar o Método Wolbachia, mas a iniciativa deve ser expandida para outras cidades do Estado. A proposta inclui capacitação técnica para que os demais municípios também possam adotar a estratégia inovadora.

Entenda o Método Wolbachia

A Wolbachia é uma bactéria naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos, mas não ocorre no Aedes aegypti. Quando introduzida nesse mosquito, impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam em seu organismo, reduzindo a capacidade de transmissão das doenças.

O Método Wolbachia em Palmas funcionará por meio da liberação de mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria, que se reproduzem com a população local. Com o tempo, a porcentagem de mosquitos com Wolbachia aumenta até se estabilizar, tornando a estratégia autossustentável e eficaz a longo prazo.

Os chamados “Wolbitos” não são transgênicos e não passam por modificação genética. Além disso, a Wolbachia não é transmitida para seres humanos nem para outros mamíferos, sendo considerada uma tecnologia segura e validada internacionalmente.

A implantação do Método Wolbachia em Palmas representa um marco na saúde pública tocantinense e amplia o arsenal de combate às arboviroses, reforçando a prevenção e a proteção da população contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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