Anestesiologia no controle da dor melhora qualidade de vida de pacientes com câncer
Especialistas cooperadas da Coopanest Tocantins destacam que o controle da dor oncológica é decisivo para segurança, dignidade e qualidade de vida no tratamento contra o câncer.
Controle da dor oncológica começa no pré-operatório
O tratamento do câncer envolve múltiplas etapas terapêuticas e exige acompanhamento multiprofissional contínuo. Nesse contexto, a anestesiologia desempenha papel fundamental não apenas durante o procedimento cirúrgico, mas em todo o período perioperatório e no manejo da dor oncológica ao longo da jornada do paciente.
A médica anestesiologista e especialista em dor Welma Fuso explica que a atuação começa ainda no pré-operatório. “O paciente oncológico costuma estar imunologicamente comprometido e fragilizado por tratamentos prévios. Por isso, realizamos avaliação detalhada, planejamos a técnica anestésica mais adequada e nos antecipamos a possíveis necessidades, como controle rigoroso de infecção, suporte hemodinâmico e controle da dor”, afirma.
Esse planejamento individualizado é essencial para prevenir complicações e garantir maior segurança ao paciente, especialmente diante da complexidade clínica que muitos casos apresentam.
Atuação durante e após a cirurgia
Durante o ato cirúrgico, o anestesiologista é responsável por manter estabilidade cardiovascular e respiratória, realizar monitoramento contínuo e assegurar analgesia eficaz. No pós-operatório, o cuidado segue com estratégias modernas, como anestesia regional, bloqueios anestésicos guiados por ultrassom e associação de medicamentos com diferentes mecanismos de ação.
Segundo Welma Fuso, um controle adequado da dor oncológica impacta diretamente na recuperação. “Um bom manejo analgésico reduz complicações, favorece a mobilização precoce e diminui o risco de a dor aguda evoluir para um quadro crônico”, pontua.
Dor oncológica e suas múltiplas origens
A dor oncológica pode ter diferentes causas. Ela pode estar associada ao crescimento tumoral, à invasão de estruturas nervosas ou ser consequência de tratamentos como quimioterapia e radioterapia. Procedimentos diagnósticos e cirúrgicos repetidos também podem contribuir para o surgimento do sintoma.
A médica anestesiologista Ana Cristina Mendanha, também com atuação na área de dor, ressalta que o sintoma deve ser compreendido de forma ampla. “A dor é um fenômeno biopsicossocial e um dos sintomas mais temidos pelos pacientes com câncer. Ela compromete a capacidade funcional, interfere no sono, no apetite e no estado emocional, além de impactar os familiares. O tratamento adequado é reconhecido como um direito humano”, afirma.
Abordagem multimodal e individualizada
O manejo da dor oncológica exige abordagem individualizada e integrada à equipe multiprofissional. De acordo com Ana Cristina Mendanha, a estratégia inclui analgesia multimodal, podendo envolver opioides quando bem indicados, medicamentos específicos para dor neuropática e procedimentos minimamente invasivos, como bloqueios de nervos.
“Quando conseguimos controlar o sintoma, há melhor adesão ao tratamento, maior conforto e preservação da dignidade do paciente”, explica a especialista.
Além da dor aguda associada à cirurgia, muitos pacientes desenvolvem dor crônica oncológica, seja pela progressão da doença ou pelos efeitos adversos de terapias, como neuropatias decorrentes de quimioterapia e radioterapia. Nesses casos, o anestesiologista com formação em dor atua de forma decisiva, utilizando técnicas intervencionistas para reduzir o sofrimento e devolver funcionalidade.
Qualidade de vida como prioridade
O controle eficaz da dor oncológica integra o cuidado contínuo ao paciente com câncer e contribui significativamente para sua qualidade de vida. Ao reduzir o sofrimento físico e emocional, a anestesiologia amplia as possibilidades de recuperação e melhora o enfrentamento do tratamento.
Para as especialistas da Coopanest Tocantins, o manejo adequado da dor deve ser tratado como prioridade clínica e humanitária, garantindo segurança, respeito e dignidade em todas as fases do cuidado oncológico.
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