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Feijão-mungo surge como alternativa estratégica para a segunda safra no Tocantins, com ciclo curto e potencial de rentabilidade ao produtor.
Uma nova cultura começa a ganhar espaço no campo tocantinense. O feijão-mungo desponta como alternativa promissora para a segunda safra, ampliando as possibilidades de produção e renda para agricultores do estado.
A novidade está sendo apresentada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial aos produtores locais, com suporte técnico completo e organização comercial para quem deseja diversificar o sistema produtivo.
Alternativa em meio à colheita da soja
Com o avanço da colheita da soja, produtores já iniciam o planejamento da segunda safra. Tradicionalmente ocupada pelo milho safrinha, essa janela passa a contar com uma nova opção: o feijão-mungo.
A cultura chama atenção pelo ciclo curto e pela capacidade de adaptação a condições de menor disponibilidade hídrica, característica comum nesse período no Tocantins.
Suporte técnico e decisão estratégica
Segundo o engenheiro agrônomo Alexandre Rentz Solek, da Frísia, o papel da cooperativa é oferecer base técnica para decisões seguras no campo.
“Nosso trabalho começa na escolha da área e da janela de plantio e segue com o manejo nutricional e fitossanitário, sempre considerando a realidade de cada propriedade”, explica.
Os estudos contam ainda com o apoio da Fundação ABC, que avalia o desempenho da cultura em diferentes solos, épocas de plantio e impactos no sistema produtivo.
Potencial econômico e gestão de riscos
De acordo com o pesquisador Claudio Kapp Junior, o feijão-mungo apresenta potencial competitivo de geração de caixa quando comparado a outras culturas da mesma janela.
Além disso, a diversificação contribui para reduzir riscos climáticos e de mercado, ampliando a segurança do produtor rural.
Alguns cooperados já iniciam o segundo ano de cultivo, impulsionados por resultados positivos obtidos na safra de 2025.
Organização comercial garante previsibilidade
Outro diferencial está na estruturação da cadeia produtiva. A Frísia atua junto a parceiros que fornecem sementes e viabilizam contratos com preços previamente definidos, garantindo maior previsibilidade financeira ao produtor.
Para o gerente executivo Marcelo Cavazotti, a proposta é oferecer soluções alinhadas à realidade regional. “Nosso papel é apresentar alternativas viáveis e dar suporte qualificado para decisões seguras”, afirma.
Entenda o feijão-mungo
O feijão-mungo possui ciclo rápido, com floração entre 50 e 60 dias após o plantio e colheita entre 90 e 100 dias. As plantas atingem de 60 a 75 centímetros de altura e se adaptam bem a solos franco-arenosos.
A cultura demanda entre 350 e 500 milímetros de água ao longo do ciclo. Apesar de tolerar períodos de seca, não suporta encharcamento, exigindo planejamento adequado da época de plantio.
No Tocantins, o feijão-mungo surge como mais que uma alternativa: é uma estratégia de diversificação, rentabilidade e adaptação às novas dinâmicas do agronegócio.
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