Defensoria homenageia mulheres que lutam por direitos

Defensoria homenageia mulheres que lutam por direitos

Defensoria Pública Tocantins homenageia luta direitos março

Defensoria Pública do Tocantins homenageia mulheres que transformam realidades e dão voz à luta no estado.

Defensoria Pública transforma homenagem em ato de resistência feminina

Não foi apenas uma cerimônia.

Foi um encontro de histórias, dores, conquistas e, principalmente, de resistência.

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos, promoveu uma solenidade marcada por emoção e reconhecimento, reunindo mulheres que representam diferentes realidades — mas compartilham o mesmo propósito: lutar por direitos.

Mulheres que representam muitas outras

Ao todo, 11 mulheres foram homenageadas, vindas de diferentes áreas como saúde, educação, comunicação, campo e sistema de justiça.

Cada uma carrega uma trajetória que vai além da própria história — são vozes de milhares que enfrentam desafios diariamente.

Entre elas, mulheres anônimas para muitos, mas gigantes em suas realidades.

Muito além de uma homenagem

Durante o evento, a coordenadora do Nudem, Pollyana Lopes Assunção, destacou o verdadeiro significado da solenidade:

“Não celebramos apenas obras escritas, mas obras vivas — mulheres que constroem liberdade com coragem e resistência.”

A fala resume o espírito do encontro: reconhecer que os avanços femininos não são individuais, mas coletivos.

A realidade que ainda dói

Em um dos momentos mais impactantes, a jornalista Jocyelma Santana trouxe um retrato duro da realidade feminina:

“Há mulheres com mãos calejadas, sem estrutura, enfrentando violência, desemprego e exclusão todos os dias.”

Um lembrete de que a luta ainda está longe de acabar.

Defensoria como linha de frente

O defensor público-geral Pedro Alexandre reforçou o papel essencial da instituição:

Mais de 60% dos atendimentos da Defensoria envolvem mulheres.

São mães, trabalhadoras, indígenas, quebradeiras de coco, catadoras, mulheres em situação de violência.

Elas encontram na Defensoria um espaço de acolhimento, escuta e defesa.

Quando o Estado precisa agir

Em uma reflexão forte, o defensor comparou a realidade social à música “Roda Viva”, de Chico Buarque:

“Nosso papel é colocar um freio nessa roda que insiste em sufocar.”

Conhecimento como ferramenta de transformação

Durante a solenidade, também foi lançado o e-book “Em Defesa dos Direitos”, ampliando o acesso à informação e fortalecendo a educação em direitos.

O evento contou ainda com palestra sobre gênero, raça e território, reforçando o olhar interseccional necessário para compreender a realidade das mulheres no estado.

Uma rede que precisa continuar

A solenidade reuniu representantes do governo, instituições, segurança pública e sociedade civil.

Um sinal claro de que a luta pelos direitos exige união.

Mais do que reconhecimento, compromisso

A homenagem não é um ponto final.

É um lembrete.

De que cada conquista precisa ser defendida todos os dias.

E de que nenhuma mulher deve caminhar sozinha.

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