Dengue dispara no Tocantins e especialista alerta para riscos e sintomas

Dengue dispara no Tocantins: Casos de dengue disparam e especialista alerta para riscos da doença

Aumento de 242% acende alerta no estado; sintomas podem evoluir rapidamente e automedicação pode agravar quadros

O avanço da dengue no Tocantins preocupa autoridades de saúde e acende um alerta para a população. Dados recentes apontam um aumento de 242% nos casos nas primeiras semanas de 2026, saltando de 50 para 171 registros em comparação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, é essencial que a população esteja ciente dos sintomas e busque atendimento médico ao notar qualquer anormalidade. Dengue dispara no Tocantins.

Impulsionada pelo período chuvoso e pelas altas temperaturas, a proliferação do mosquito Aedes aegypti intensifica o risco de transmissão e reforça a necessidade de atenção redobrada aos sintomas e às medidas de prevenção.

Sintomas iniciais podem enganar

De acordo com o infectologista Dr. Jandrei Markus, professor da Afya Porto Nacional, a dengue costuma começar de forma súbita, com febre alta que pode ultrapassar 39°C, além de dor de cabeça intensa.

“A dor atrás dos olhos é bastante característica. A doença ficou conhecida como ‘febre quebra-ossos’ justamente pela intensidade das dores musculares e articulares”, explica o especialista.

Dengue dispara no Tocantins: O impacto na saúde pública

Embora muitos casos comecem com sintomas leves, a dengue pode evoluir rapidamente para quadros graves, exigindo atenção imediata.

Entre os sinais de alerta estão sangramentos, manchas roxas, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, dificuldade para respirar e alterações de consciência.

“A dengue não é uma doença simples. Mesmo quadros leves podem se agravar rapidamente”, reforça o médico.

Como ocorre a transmissão

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. A principal forma de prevenção continua sendo eliminar criadouros, evitando qualquer acúmulo de água em recipientes, calhas, pneus e caixas.

A vacinação também pode ser utilizada como estratégia complementar, conforme orientação das autoridades de saúde.

Automedicação pode ser perigosa

Um dos maiores riscos para quem apresenta sintomas é a automedicação. Medicamentos comuns podem agravar o quadro clínico.

“O uso de anti-inflamatórios como AAS, ibuprofeno e diclofenaco pode aumentar o risco de sangramentos, além de prejudicar a função renal”, alerta o especialista.

Na dengue, o organismo já sofre alterações no volume sanguíneo, o que torna o uso desses medicamentos ainda mais perigoso.

Quando procurar atendimento

Em caso de suspeita, a recomendação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde. Já pacientes com sinais de agravamento devem buscar atendimento de urgência.

O período mais crítico da doença ocorre entre o terceiro e o sétimo dia após o início dos sintomas, fase em que a febre pode diminuir, mas os riscos aumentam.

Grupos como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada durante a evolução da doença.

Prevenção ainda é a melhor estratégia

Eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e descartar corretamente resíduos são atitudes simples que salvam vidas.

Diante do aumento expressivo dos casos, o combate ao mosquito e a informação correta continuam sendo as principais armas para conter o avanço da dengue no Tocantins.

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