30 anos da urna eletrônica
TRE-TO realiza exposição especial em Palmas para celebrar os 30 anos da urna eletrônica e reforçar a valorização da democracia brasileira
Os 30 anos da urna eletrônica estão sendo celebrados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) com uma exposição especial realizada no hall de entrada da sede do órgão, em Palmas. A mostra teve início nesta quarta-feira, 13, e segue aberta ao público até sexta-feira, 15.
A iniciativa apresenta parte do patrimônio histórico e cultural da Justiça Eleitoral do Tocantins e busca fortalecer a consciência social sobre a importância da democracia e da segurança do sistema eletrônico de votação brasileiro.
Painéis informativos mostram a evolução tecnológica da urna eletrônica, os motivos que levaram à sua criação e os principais avanços implementados ao longo de três décadas.
30 anos da urna eletrônica marcam evolução democrática
A urna eletrônica surgiu como resposta às fraudes que historicamente ocorriam em diversas etapas do processo eleitoral brasileiro.
Com a implantação do sistema eletrônico de votação, apuração e totalização dos votos, a Justiça Eleitoral passou a reduzir drasticamente a intervenção humana no processo eleitoral, ampliando a segurança e a confiança nas eleições.
Desde o período imperial, as eleições brasileiras enfrentavam problemas relacionados à fraude, manipulação de votos e coação de eleitores.
A criação da Justiça Eleitoral em 1932 marcou o início de uma transformação estrutural voltada ao fortalecimento da transparência e da confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Como surgiu a urna eletrônica
O primeiro Código Eleitoral brasileiro, de 1932, já previa o uso de máquinas de votar, desde que fosse garantido o sigilo do voto.
O processo de informatização eleitoral ganhou força a partir da criação do cadastro único automatizado de eleitoras e eleitores, iniciado em 1985 e concluído em 1986.
Na época, o Brasil possuía cerca de 70 milhões de eleitores e ainda não contava com um registro nacional unificado, cenário que facilitava fraudes no cadastro eleitoral.
O primeiro nome da urna eletrônica foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV). O equipamento foi desenvolvido para eliminar a interferência humana na apuração dos votos e garantir maior segurança e transparência ao processo eleitoral.
O projeto definitivo da urna eletrônica brasileira começou em 1995, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma comissão técnica com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA).
Tecnologia ampliou segurança das eleições
A urna eletrônica passou a ser utilizada oficialmente em 1996, quando mais de 32 milhões de brasileiros votaram eletronicamente em 57 cidades do país.
Nas eleições municipais de 2000, o Brasil realizou pela primeira vez uma eleição totalmente informatizada.
Ao longo dos anos, o sistema eleitoral recebeu sucessivos aprimoramentos tecnológicos e atualmente conta com cerca de 30 camadas de segurança.
Entre os mecanismos utilizados estão criptografia avançada, assinatura digital, rastreabilidade de arquivos, lacres físicos, verificação de autenticidade e sistemas de proteção física e digital.
Além disso, a urna eletrônica funciona off-line, sem conexão direta com a internet, impedindo invasões remotas.
Sistema eletrônico é auditável
O sistema eletrônico de votação também passa por auditorias e fiscalizações antes, durante e após as eleições.
Entre os procedimentos realizados estão o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, a Cerimônia de Lacração dos Sistemas Eleitorais e o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.
Todas as etapas contam com acompanhamento de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal, universidades e entidades fiscalizadoras.
Ao final da votação, a urna imprime automaticamente o Boletim de Urna (BU), documento que registra os votos recebidos por cada candidato e permite conferência pública dos resultados.
Acessibilidade e inclusão marcaram evolução
Durante essas três décadas, a urna eletrônica também passou por avanços voltados à acessibilidade.
Os equipamentos receberam recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva, incluindo sintetizador de voz, teclado em braile, fones de ouvido e intérprete de Libras na tela da urna.
A biometria passou a ser utilizada gradualmente a partir de 2008 para auxiliar na identificação de eleitoras e eleitores.
Além da segurança e da acessibilidade, os novos modelos também se tornaram mais sustentáveis, com menor consumo de energia e maior durabilidade.
TRE-TO destaca importância da democracia
A exposição realizada pelo TRE-TO busca aproximar a população da história da urna eletrônica e reforçar a importância da participação democrática no processo eleitoral brasileiro.
Os totens informativos permanecerão expostos até o dia 15 de maio na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, em Palmas.
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