tratamentos estéticos na gravidez
Especialista em medicina estética explica quais procedimentos são permitidos durante a gravidez e alerta sobre substâncias contraindicadas
Os tratamentos estéticos na gravidez ainda geram muitas dúvidas entre gestantes, especialmente sobre quais procedimentos podem afetar a saúde do bebê e quais cuidados são considerados seguros durante esse período.
Com a passagem do Dia das Mães, celebrado no último domingo, 10, o tema voltou a ganhar destaque entre mulheres que desejam manter a rotina de cuidados com a pele sem comprometer a gestação.
Segundo o médico Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, procedimentos injetáveis como botox e preenchimentos devem ser evitados durante a gravidez e também no período de amamentação.
Tratamentos estéticos na gravidez exigem cautela
De acordo com o especialista, existe escassez de pesquisas científicas sobre o uso de toxina botulínica durante a gravidez, motivo pelo qual o procedimento é desaconselhado.
“No caso de procedimentos injetáveis, como o botox e os preenchedores, a prática é desaconselhada durante a gravidez, seguindo para o pós-parto, até o período da amamentação”, explicou Guarçoni.
O médico lembra que a toxina botulínica já foi classificada como substância tipo C, indicando risco potencial durante a gestação.
Além do botox e dos preenchedores, procedimentos como peeling químico, bioestimuladores e lasers também entram na lista de contraindicações para gestantes.
Drenagem linfática pode ser autorizada
Apesar das restrições, alguns procedimentos podem ser realizados mediante avaliação médica individual.
Segundo Guarçoni, a drenagem linfática costuma ser permitida em diversos casos, desde que exista autorização do médico obstetra responsável pela gestação.
O procedimento auxilia na redução do inchaço e pode aliviar dores nas pernas causadas pelas alterações da gravidez.
O especialista reforça que qualquer tratamento deve ser previamente avaliado por profissionais da saúde.
“É importante frisar que todos os procedimentos precisam, necessariamente, passar pela avaliação do médico responsável. A segurança é fundamental no que diz respeito aos tratamentos e rotinas de skincare”, destacou.
Cuidados com ativos e cosméticos
Além dos procedimentos estéticos, o médico alerta que nem todos os produtos utilizados em rotinas de skincare são indicados durante a gestação.
Substâncias como formol e hidroquinona estão entre os ativos considerados contraindicados para grávidas.
Por isso, a orientação é sempre verificar atentamente a composição dos cosméticos antes do uso.
Segundo Guarçoni, alguns cuidados básicos podem e devem ser mantidos durante toda a gravidez.
O uso de protetor solar, hidratantes corporais e limpeza de pele regular está entre as práticas consideradas seguras e recomendadas.
Alterações hormonais afetam a pele
As mudanças hormonais da gravidez influenciam diretamente a saúde da pele e podem provocar alterações como acne, oleosidade e melasma.
Segundo a publicação “Skin care, hair care and cosmetic treatments in pregnancy and breastfeeding”, da Royal Hospital for Women, o surgimento de manchas escuras e alterações dermatológicas é comum durante a gestação.
Por esse motivo, muitas gestantes passam a intensificar os cuidados com a pele durante esse período.
“As mamães, principalmente as mamães de primeira viagem, aprendem que o que mais existe durante a gravidez é contraindicação”, brincou o médico.
Pós-parto exige nova avaliação estética
Após o período de gravidez e amamentação, o retorno aos tratamentos estéticos também deve ser feito com acompanhamento profissional.
Segundo Octávio Guarçoni, muitas pacientes percebem mudanças na pele após meses sem procedimentos injetáveis e precisam seguir protocolos específicos para retomada gradual dos cuidados.
“O retorno é marcado por outra avaliação profissional: um protocolo específico para retomar os cuidados com a pele após os meses de manutenção da skincare”, concluiu o especialista.
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