Circo como manifestação cultural brasileira é reconhecido por lei

circo como manifestação cultural

circo como manifestação cultural

Nova lei reconhece oficialmente o circo como manifestação cultural brasileira e fortalece artistas circenses em todo o país.

O reconhecimento do circo como manifestação cultural representa um marco histórico para artistas circenses, produtores culturais e famílias que vivem da arte do picadeiro em todo o país. O Comitê de Cultura no Tocantins comemorou a sanção da Lei nº 15.405, que reconhece oficialmente a atividade circense como manifestação da cultura e da arte popular brasileira.

A legislação foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas ministras Margareth Menezes, da Cultura, e Janine Mello, sendo publicada oficialmente na última segunda-feira, dia 11.

A nova norma contempla expressões tradicionais do universo circense, como malabarismo, acrobacias, palhaçaria, corda bamba, números de equilíbrio, perna de pau e diversas manifestações culturais que fazem parte da identidade brasileira há gerações.

Para artistas e representantes do setor, o reconhecimento vai muito além de um ato simbólico. A medida fortalece políticas públicas voltadas à cultura popular e amplia a valorização das famílias circenses que mantêm viva a tradição do circo no Brasil.

Circo como manifestação cultural fortalece artistas

O coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaka Nogueira, destacou que a nova legislação representa uma conquista histórica para a cultura popular brasileira.

“Essa é uma conquista histórica para a cultura popular brasileira. O circo sempre foi um espaço de resistência, encantamento e democratização do acesso à arte, especialmente nas cidades do interior e nas comunidades mais afastadas dos grandes centros”, afirmou.

Segundo ele, o reconhecimento oficial reafirma a importância social, cultural e econômica da atividade circense e dá visibilidade às centenas de famílias que vivem da arte do picadeiro.

“Muitas famílias mantêm essa tradição viva de geração em geração. O circo é uma escola de vida, de arte e de inclusão social”, destacou.

Atividade circense vai além do espetáculo

A produtora do Circo Os Kaco, Marcela Pultrini, também celebrou a sanção da lei e ressaltou que a valorização alcança não apenas os artistas do picadeiro, mas toda a estrutura envolvida nos bastidores dos espetáculos.

“Quem vive o circo sabe o quanto essa arte transforma vidas e aproxima as pessoas da cultura. Esse reconhecimento fortalece não apenas os artistas que estão no picadeiro, mas toda a equipe que trabalha nos bastidores para que o espetáculo aconteça”, afirmou.

Ela lembra que a atividade circense envolve profissionais de montagem, iluminação, sonorização, figurino, transporte e produção cultural.

“É uma valorização muito importante para os circos itinerantes, para os artistas independentes e para todas as famílias que dedicam suas vidas à cultura circense”, completou.

Circo como manifestação cultural atravessa gerações

Presente no Brasil desde o século XIX, o circo continua sendo uma das manifestações culturais mais populares e democráticas do país.

Mesmo diante de desafios como dificuldades financeiras, redução de incentivos culturais e impactos provocados pela pandemia, os circos seguem levando arte, diversão e emoção para milhares de brasileiros.

Dados da Funarte apontam que atualmente existem cerca de 800 circos em atividade no Brasil, gerando renda para aproximadamente 20 mil profissionais.

No Tocantins, o Comitê de Cultura acredita que o reconhecimento do circo como manifestação cultural poderá ampliar oportunidades para projetos itinerantes, grupos independentes e escolas de formação artística.

Cultura também transforma vidas

Além do entretenimento, o circo exerce papel importante na formação cultural e social de crianças, jovens e comunidades.

Em muitos municípios brasileiros, especialmente no interior, o circo representa o primeiro contato de milhares de pessoas com manifestações artísticas.

A linguagem circense também é utilizada em oficinas culturais, projetos educacionais e ações sociais voltadas à inclusão, cidadania e desenvolvimento humano.

Comitê de Cultura atua em várias regiões do Tocantins

O Comitê de Cultura no Tocantins é fruto de uma parceria entre a Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), a Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e o Instituto Social Cultural Araguaia (ISCA).

Com sede em Palmas, o comitê integra o Programa Nacional de Comitês de Cultura, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, e possui representações regionais em Gurupi e Araguaína.

A expectativa é que a nova legislação fortaleça ainda mais o setor cultural tocantinense e incentive novos investimentos em projetos voltados à arte circense, cultura popular e formação artística.

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