Desenrola Brasil pode ajudar empresas a recuperar crédito

Desenrola Brasil

Desenrola Brasil empresas

Desenrola Brasil também surge como oportunidade estratégica para empresas reduzirem inadimplência e recuperarem crédito.

O programa Desenrola Brasil empresas vem ampliando o debate sobre renegociação de dívidas no país e mostrando que os benefícios não atingem apenas consumidores inadimplentes.

Embora tenha ganhado notoriedade nacional por ajudar milhões de brasileiros a renegociarem débitos e limparem o nome, especialistas apontam que o programa também representa uma oportunidade estratégica para empresas credoras reduzirem inadimplência, recuperarem créditos considerados difíceis de receber e reorganizarem o fluxo de caixa.

O tema voltou ao centro das discussões após o avanço do Desenrola 2.0, lançado no último dia 05 de maio.

Segundo declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, feita em 11 de maio, o programa já se aproxima da marca de R$ 1 bilhão em débitos renegociados.

Até o momento, cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram enviados aos bancos participantes e aproximadamente 100 mil operações já estão praticamente concluídas.

O programa é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105.

Desenrola Brasil empresas melhora recuperação de crédito

Na avaliação do advogado especialista em direito empresarial Daniel Cabrera, o programa cria vantagens importantes também para empresas credoras.

“O programa não beneficia apenas quem está endividado. Para as empresas, principalmente aquelas que acumulam altos índices de inadimplência, o Desenrola cria um ambiente mais favorável para negociação e recuperação de crédito, reduzindo o custo e o desgaste de processos longos de cobrança”, explica.

Segundo Cabrera, muitas empresas mantêm dentro da operação passivos considerados praticamente perdidos enquanto ações judiciais podem se arrastar durante anos.

Nesse cenário, renegociar pode se tornar financeiramente mais vantajoso do que insistir exclusivamente na cobrança judicial tradicional.

Renegociação pode ser mais vantajosa que litígio

O especialista destaca que existe uma lógica empresarial importante por trás da renegociação incentivada pelo programa.

“Muitas vezes, receber parte da dívida agora é mais inteligente do que manter uma discussão judicial longa, cara e incerta. O programa ajuda justamente a criar esse ambiente de negociação”, afirma.

Segundo ele, a adesão a estratégias estruturadas de renegociação também pode melhorar indicadores financeiros das empresas e aumentar a previsibilidade de caixa.

Entre os principais impactos positivos estão:

  • redução de índices de inadimplência;
  • recuperação de créditos considerados perdidos;
  • liberação de provisões financeiras;
  • redução de custos jurídicos;
  • melhora do fluxo de caixa;
  • redução do desgaste operacional.

Programa ajuda a movimentar a economia

Daniel Cabrera também avalia que o Desenrola Brasil gera impactos positivos para toda a economia.

“Quando o consumidor consegue reorganizar a vida financeira, ele volta a consumir, movimenta o mercado e reduz o efeito cascata da inadimplência. Isso impacta diretamente as empresas”, pontua.

A reorganização financeira dos consumidores contribui para retomada do consumo, aquecimento econômico e fortalecimento das atividades empresariais.

O especialista ressalta ainda que programas de renegociação ajudam empresas a reduzirem custos indiretos relacionados à cobrança.

Custos judiciais também entram na conta

Entre os custos reduzidos estão honorários advocatícios, tempo das equipes jurídicas e despesas operacionais ligadas à judicialização das cobranças.

“A judicialização nem sempre é o caminho mais eficiente. Hoje, empresas mais estratégicas já entendem que gestão de risco também envolve saber quando vale mais a pena negociar do que litigar”, completa Cabrera.

Segundo o advogado, o principal aprendizado trazido pelo Desenrola Brasil está justamente na mudança de mentalidade sobre gestão de passivos e negociação empresarial.

Especialista defende nova visão sobre acordos

Mesmo para empresas privadas que não se enquadram diretamente nas regras do programa, Daniel Cabrera afirma que o modelo oferece uma importante lição estratégica.

“Embora o Desenrola tenha sido estruturado para instituições financeiras e consumidores, ele traz um aprendizado importante também para empresas de médio porte: em muitos casos, construir estratégias inteligentes de renegociação pode ser mais vantajoso do que prolongar disputas judiciais.”

O especialista acrescenta que empresários começam a perceber que preservar caixa, reduzir desgaste operacional e encerrar passivos de forma estratégica pode gerar resultados mais eficientes do que manter litígios longos e incertos.

“O mercado começa a entender que acordo não significa abrir mão de direitos, mas tomar decisões empresariais mais inteligentes e sustentáveis financeiramente”, conclui Daniel Cabrera.

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