DNIT anuncia rotas alternativas após interdição de pontes no Tocantins

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DNIT anuncia rotas alternativas após interdição de pontes no Tocantins

Reunião em Brasília entre bancada tocantinense, Governo do Estado e DNIT definiu medidas emergenciais para reduzir impactos da interdição das pontes de Araguatins e Pedro Afonso.

A crise provocada pela interdição pontes Tocantins ganhou novos desdobramentos políticos nesta quarta-feira, 27, após reunião realizada em Brasília entre a bancada federal tocantinense, o governador Wanderlei Barbosa e representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O encontro teve como foco principal a definição de medidas emergenciais para reduzir os impactos causados pela interdição das pontes de Araguatins e Pedro Afonso.

A reunião ocorreu na sede do DNIT e foi articulada pela senadora Professora Dorinha Seabra. Participaram do encontro o diretor-geral do órgão, Fabrício Galvão, técnicos da área de infraestrutura rodoviária, parlamentares da bancada federal e representantes do Governo do Tocantins.

Durante a audiência, o governo federal confirmou que trabalha na elaboração de rotas alternativas para evitar o isolamento de municípios tocantinenses e minimizar prejuízos econômicos provocados pela interrupção do tráfego nas duas estruturas.

Pontes são estratégicas para logística do Tocantins

As pontes de Araguatins e Pedro Afonso são consideradas estruturas fundamentais para a mobilidade regional e para o transporte de cargas no estado. A interdição tem gerado preocupação entre prefeitos, produtores rurais, empresários e moradores das regiões afetadas.

Além de impactar diretamente o deslocamento da população, a situação também compromete o escoamento da produção agropecuária, atividade considerada uma das principais bases econômicas do Tocantins.

Segundo o DNIT, a ponte de Araguatins deverá ser demolida após a conclusão dos laudos técnicos que avaliam a extensão dos danos estruturais. Já a ponte de Pedro Afonso permanece interditada preventivamente enquanto especialistas analisam a possibilidade de recuperação da estrutura ou eventual demolição.

Prazo das obras preocupa lideranças políticas

Durante a reunião, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Fábio Pessôa, informou que os estudos preliminares apontam para um prazo estimado de até 24 meses para conclusão das obras definitivas.

O cenário aumentou a pressão política sobre o governo federal para apresentação rápida de alternativas de tráfego que garantam a circulação de veículos, mercadorias e passageiros nas regiões afetadas.

Nos bastidores, parlamentares avaliam que a crise das pontes se tornou uma das principais pautas de infraestrutura do Tocantins neste primeiro semestre de 2026.

DNIT promete soluções emergenciais

O diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, afirmou que o órgão já decretou situação de emergência para acelerar procedimentos administrativos e contratações necessárias para enfrentamento da crise.

Segundo ele, técnicos trabalham atualmente na definição de desvios rodoviários e estratégias logísticas que permitam reduzir os impactos para a população e para o setor produtivo.

A expectativa do órgão é apresentar oficialmente as rotas alternativas no próximo dia 8 de junho.

“Vamos viabilizar soluções para garantir a logística, o escoamento da produção e a movimentação da população. O Tocantins não ficará sem resposta”, afirmou Fabrício Galvão após o encontro.

Dorinha cobra rapidez nas respostas

Ao deixar a reunião, a senadora Professora Dorinha destacou que o momento exige agilidade e coordenação entre os governos estadual e federal.

Segundo a parlamentar, a principal preocupação é evitar o isolamento das cidades atingidas e reduzir os impactos econômicos e sociais provocados pelas interdições.

“A nossa expectativa é que as alternativas sejam apresentadas o quanto antes para a população. É uma situação que foge ao controle de todos nós, mas a região não pode ficar isolada. O que se espera agora é rapidez nas respostas e nas soluções”, afirmou.

Wanderlei destaca união política

O governador Wanderlei Barbosa também ressaltou a mobilização política em torno do tema e destacou a importância da articulação da bancada federal para acelerar as soluções emergenciais.

Segundo o governador, o alinhamento entre Governo do Estado, parlamentares e DNIT será decisivo para garantir respostas rápidas às regiões afetadas.

“Estamos aqui por uma convocação da senadora Dorinha, buscando soluções para a população e para o setor produtivo. O mais importante agora é garantir uma rota alternativa e dar tranquilidade às pessoas dessas regiões”, afirmou Wanderlei Barbosa.

Debate reforça necessidade de investimentos em infraestrutura

A crise das pontes também reacendeu o debate sobre investimentos em infraestrutura rodoviária no Tocantins. Lideranças políticas defendem maior atenção do governo federal à malha viária do estado, considerada estratégica para integração logística entre as regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil.

Enquanto os estudos técnicos seguem em andamento, produtores rurais, empresários e moradores aguardam a apresentação das rotas emergenciais prometidas pelo DNIT.

A expectativa é que as medidas reduzam os impactos imediatos da interdição e garantam condições mínimas de mobilidade até o início das obras definitivas nas duas pontes.

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