ESA Nacional lança plano de inteligência artificial na advocacia

Inteligência artificial na advocacia

ESA Nacional lança plano de inteligência artificial na advocacia

Inteligência artificial na advocacia ganha novo impulso com o lançamento do Plano Nacional de Integração de IA da OAB, iniciativa que terá participação estratégica da ESA Nacional sob a liderança de Gedeon Pitaluga.

A advocacia brasileira dá mais um passo rumo à transformação digital com o lançamento do Plano Nacional de Integração de Inteligência Artificial na Advocacia, iniciativa anunciada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante evento realizado em Brasília. O projeto busca preparar profissionais de todo o país para os desafios, oportunidades e mudanças provocadas pelo avanço da inteligência artificial na advocacia.

O anúncio ocorreu durante o encontro “A Advocacia Disruptiva: Desafios Éticos, Riscos e a Gestão de IA na Prática Diária”, reunindo representantes da advocacia, especialistas em tecnologia, integrantes do Poder Judiciário e autoridades ligadas à inovação e à proteção de dados.

Entre os destaques do evento esteve a participação do diretor-geral da Escola Superior de Advocacia Nacional (ESA Nacional), Gedeon Pitaluga, que reforçou o papel estratégico da instituição na qualificação dos profissionais do Direito diante das transformações tecnológicas que já impactam escritórios, tribunais e órgãos públicos em todo o Brasil.

Inteligência artificial na advocacia transforma a rotina jurídica

A utilização de ferramentas de inteligência artificial no ambiente jurídico tem avançado rapidamente nos últimos anos. Recursos capazes de auxiliar na análise de documentos, elaboração de peças processuais, pesquisa jurisprudencial, organização de dados e automação de tarefas vêm alterando significativamente a rotina dos profissionais da área.

Diante desse cenário, a OAB Nacional decidiu estruturar uma política de alcance nacional voltada à capacitação da advocacia e ao desenvolvimento de boas práticas para o uso seguro e responsável dessas tecnologias.

Segundo Gedeon Pitaluga, a inteligência artificial representa uma das maiores transformações já vividas pela profissão e exige preparação contínua dos operadores do Direito.

“Estamos diante de uma transformação histórica. A ESA tem o dever de preparar a advocacia para essa nova realidade, oferecendo conhecimento e ferramentas para que os profissionais possam atuar com segurança, eficiência e responsabilidade”, destacou.

Para o dirigente, o desafio não está apenas em aprender a utilizar as novas ferramentas, mas também em compreender seus limites, implicações éticas e impactos sobre a atuação profissional.

Plano foi estruturado em cinco eixos estratégicos

O Plano Nacional de Integração de Inteligência Artificial na Advocacia foi estruturado em cinco áreas consideradas prioritárias para o futuro da profissão.

Entre os principais eixos estão a governança e definição de boas práticas para utilização da inteligência artificial, a capacitação permanente da advocacia, a modernização dos serviços oferecidos pela OAB, a defesa das prerrogativas profissionais e o fortalecimento da jovem advocacia.

A proposta busca criar uma cultura de inovação dentro da advocacia sem comprometer princípios fundamentais da profissão, como ética, independência profissional, sigilo das informações e defesa dos direitos dos cidadãos.

Além disso, o plano pretende oferecer suporte para que advogados de diferentes regiões do país tenham acesso ao conhecimento necessário para acompanhar a evolução tecnológica que já está remodelando diversos segmentos da economia.

ESA Nacional terá papel central na qualificação profissional

Dentro da estratégia apresentada pela OAB Nacional, a ESA Nacional será responsável por liderar parte importante das ações de formação e atualização profissional.

Durante o evento foi anunciado o lançamento do curso “Inteligência Artificial e Gestão de Negócios para o Setor Jurídico”, que fará parte de um programa permanente de qualificação voltado para advogados, gestores de escritórios e profissionais interessados em compreender o uso estratégico da tecnologia.

A proposta é oferecer conteúdos relacionados à aplicação prática da inteligência artificial, análise de riscos, proteção de dados, gestão de escritórios, automação de processos e desenvolvimento de competências digitais.

Segundo Gedeon Pitaluga, a iniciativa busca garantir que a advocacia esteja preparada para aproveitar os benefícios da inovação sem abrir mão da qualidade técnica e da responsabilidade profissional.

Debate reúne especialistas em tecnologia e direito

O evento promovido em Brasília também serviu como espaço para discutir os impactos da inteligência artificial no sistema de justiça brasileiro.

Participaram dos debates representantes do Conselho Federal da OAB, integrantes do Conselho Nacional de Justiça, especialistas em inovação jurídica, proteção de dados, transformação digital e governança tecnológica.

Entre os temas abordados estiveram os desafios éticos relacionados ao uso da inteligência artificial, a necessidade de regulamentação adequada, os riscos associados à automação de decisões e as oportunidades de aumento de produtividade proporcionadas pelas novas tecnologias.

Advocacia se prepara para a era digital

A criação do Plano Nacional de Integração de Inteligência Artificial na Advocacia demonstra o reconhecimento de que a transformação digital já é uma realidade irreversível para o setor jurídico.

Ao investir em qualificação, governança e desenvolvimento de competências tecnológicas, a OAB busca garantir que os profissionais brasileiros estejam preparados para atuar em um cenário cada vez mais conectado, automatizado e orientado por dados.

Mais informações sobre a advocacia brasileira podem ser consultadas no portal oficial da OAB Nacional.

Sob a liderança de Gedeon Pitaluga na ESA Nacional, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a formação continuada da advocacia e com a construção de um ambiente profissional capaz de utilizar a inovação como ferramenta de fortalecimento da prestação jurisdicional e da modernização dos serviços jurídicos.

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