água da chuva no esgoto
Água da chuva no esgoto causa extravasamentos e transtornos
O descarte incorreto de água da chuva no esgoto é um problema mais comum do que se imagina e pode causar sérios transtornos para a população. No Tocantins, mesmo com o fim do período chuvoso, o tema segue como alerta permanente para evitar extravasamentos e prejuízos dentro dos imóveis.
A ligação irregular entre sistemas é uma das principais causas de sobrecarga na rede coletora de esgoto. Quando a água da chuva é direcionada para esse sistema, que não foi projetado para esse volume, o resultado pode ser o retorno do esgoto para dentro das residências ou o transbordamento nas ruas.
Água da chuva no esgoto sobrecarrega o sistema
Muitas pessoas acreditam que a água da chuva e o esgoto podem ser descartados na mesma tubulação. No entanto, a rede de esgoto e a rede de drenagem pluvial são sistemas totalmente diferentes e com funções específicas.
As tubulações de esgoto são dimensionadas exclusivamente para receber água utilizada nos imóveis, como a proveniente de pias, chuveiros, vasos sanitários e tanques. Já a rede pluvial é projetada para suportar grandes volumes de água da chuva.
Quando calhas e ralos externos são conectados de forma irregular à rede de esgoto, ocorre uma sobrecarga que pode comprometer todo o sistema, gerando extravasamentos nas vias públicas e danos à infraestrutura urbana.
Diferença entre rede de esgoto e drenagem pluvial
A rede de drenagem pluvial coleta a água da chuva por meio das chamadas “bocas de lobo”, geralmente localizadas próximas às calçadas. Esse sistema é responsável por conduzir a água até rios e outros pontos de escoamento.
Já a rede de esgoto é destinada exclusivamente ao transporte de resíduos domésticos até estações de tratamento, onde o material passa por processos adequados antes de ser devolvido ao meio ambiente.
Misturar esses dois sistemas compromete o funcionamento de ambos e pode gerar impactos negativos tanto para o meio ambiente quanto para a saúde pública.
Riscos ambientais e à saúde
Outro problema ocorre quando o esgoto é despejado irregularmente na rede pluvial. Nesses casos, o material não passa por tratamento e é lançado diretamente em rios, lagos e outros mananciais, causando poluição e contaminação.
Esse tipo de prática pode afetar a qualidade da água, prejudicar a fauna e a flora e aumentar os riscos de doenças para a população.
Segundo especialistas, manter a separação correta entre os sistemas é essencial para garantir o funcionamento adequado da rede e preservar o meio ambiente.
Responsabilidade começa dentro de casa
De acordo com o gerente de operação da BRK/Saneatins, Bruno Gravatá, o saneamento eficiente depende também da colaboração da população.
“Manter a separação rigorosa entre a rede de esgoto e o escoamento da chuva, além de realizar a manutenção da caixa de gordura, são ações simples que evitam grandes transtornos para toda a vizinhança”, destaca.
A ligação correta das redes é um ato de cidadania. Quando cada morador faz sua parte, o sistema funciona de forma eficiente, evitando problemas estruturais e garantindo mais qualidade de vida.
Além disso, a prática contribui para a valorização dos imóveis e para a preservação da infraestrutura urbana, reduzindo custos com manutenção e reparos.
Serviços e responsabilidades
A BRK/Saneatins é responsável pelos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto no município. Já a manutenção das galerias pluviais, responsáveis pela drenagem da água da chuva, é de responsabilidade da administração municipal.
Para evitar problemas, a recomendação é sempre verificar se as ligações estão corretas e buscar orientação técnica quando necessário.
Com atitudes simples, é possível evitar transtornos, proteger o meio ambiente e garantir o bom funcionamento dos sistemas de saneamento.
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