Cinema tocantinense ganha projeção internacional com filme estrelado por Wagner Moura

Cinema tocantinense ganha projeção internacional com filme estrelado por Wagner Moura

Cinema tocantinense ganha projeção internacional com filme estrelado por Wagner Moura

No Dia Nacional do Cinema Brasileiro, Tocantins celebra o legado de O Aroma da Pitanga, coprodução internacional estrelada por Wagner Moura que movimentou a economia e fortaleceu o cinema tocantinense.

O Dia Nacional do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho, ganhou um significado especial para o Tocantins em 2026. O estado foi palco de uma das maiores produções audiovisuais já realizadas em seu território: o longa-metragem O Aroma da Pitanga, coprodução internacional estrelada por Wagner Moura e filmada integralmente em solo tocantinense.

Mais do que transformar paisagens locais em cenário para o cinema, o projeto movimentou a economia, gerou empregos, fortaleceu a cadeia produtiva do audiovisual e colocou o cinema tocantinense no radar de grandes produções nacionais e internacionais.

As gravações ocorreram em abril deste ano, logo após Wagner Moura conquistar projeção mundial ao receber o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, além do Globo de Ouro e da indicação ao Oscar por sua atuação em O Agente Secreto. A presença do ator no Tocantins ampliou a visibilidade do projeto dentro e fora do Brasil.

Cinema tocantinense movimenta a economia

A produção reuniu profissionais do Brasil, Argentina, França e Holanda. O filme é dirigido pelo cineasta argentino Lisandro Alonso e conta com a participação da produtora tocantinense Cunhã Porã Filmes, comandada pela cineasta Eva Pereira.

Entre janeiro e maio, período de preparação e filmagens, o projeto gerou mais de 300 empregos diretos e indiretos no estado. A maior parte das vagas foi preenchida por profissionais locais que atuaram em áreas como produção, transporte, hospedagem, alimentação, segurança, elenco, figuração e apoio técnico.

Além da contratação de mão de obra, diversos setores econômicos foram beneficiados pela produção. Hotéis, restaurantes, supermercados, postos de combustíveis, locadoras de veículos e fornecedores locais registraram aumento na demanda durante as gravações.

Para a produtora Eva Pereira, o audiovisual deve ser visto também como uma atividade econômica estratégica.

“Fazer cinema é caro, mas também gera retorno. Cada diária de filmagem movimenta uma rede enorme de serviços, cria oportunidades de trabalho e faz circular recursos dentro da economia local. O audiovisual é cultura, mas também é desenvolvimento econômico”, destaca.

Cinema tocantinense fortalece profissionais locais

Outro legado importante foi a oportunidade oferecida a artistas e técnicos tocantinenses, que puderam trabalhar ao lado de profissionais experientes do mercado nacional e internacional.

A experiência proporcionou intercâmbio de conhecimento, qualificação profissional e fortalecimento do setor audiovisual local. Muitos participantes tiveram contato, pela primeira vez, com uma produção cinematográfica de grande porte.

O motorista Paulo Neres de França, que integrou a equipe de transporte, e a empresária Valéria Pires, responsável pelo catering da produção, destacam que participar do projeto representou uma experiência transformadora tanto profissional quanto pessoalmente.

Paisagens do Tocantins ganham projeção internacional

As gravações também serviram como vitrine para os atrativos turísticos do estado. Nos períodos de folga, integrantes da equipe visitaram destinos como Taquaruçu, Miracema, Jalapão, Serras Gerais e praias do entorno de Palmas.

Além de cenário para o longa, o Tocantins passou a ser conhecido por produtores, técnicos e artistas internacionais que tiveram contato direto com a riqueza natural e cultural da região.

As locações também geraram retorno financeiro. Apenas o Mirante do Limpão recebeu investimento de R$ 40 mil por quatro dias de utilização durante as filmagens.

O futuro do cinema tocantinense

Para Eva Pereira, o principal resultado deixado por O Aroma da Pitanga é a consolidação do Tocantins como um destino capaz de receber grandes produções audiovisuais.

“Esse projeto mostrou que temos paisagens únicas, profissionais qualificados e estrutura para receber produções nacionais e internacionais. O Tocantins precisa olhar para o audiovisual como uma política de desenvolvimento”, ressalta.

A experiência reforça a importância de ampliar investimentos em formação profissional, editais de incentivo e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Celebrado em 19 de junho, o Dia Nacional do Cinema Brasileiro homenageia os primeiros registros cinematográficos realizados no país em 1898. Neste ano, a data ganha um significado especial para o Tocantins, que viu suas paisagens, profissionais e cultura integrarem uma produção de alcance internacional.

Mais do que um filme, O Aroma da Pitanga deixa como legado a certeza de que o cinema tocantinense possui potencial para se consolidar como uma importante força de desenvolvimento cultural, econômico e turístico para o estado.

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