Entretenimento
Coletivo cultural de Palmas encerra residência artística com intervenções que conectam artistas e espaços públicos
Projeto do Coletivo Flácido reuniu artistas de diversas regiões para criar performances e graffiti que dialogam com a história e o território de Palmas

Neste mês de junho, a Casa Flácida, em Palmas, foi palco da residência artística Escala 1:1 – Ações Humanas para Espaços Monumentais, iniciativa do Coletivo Flácido que trouxe para a cidade artistas de outras regiões do Brasil. Durante duas semanas intensas de pesquisa e criação, os participantes exploraram o espaço urbano da capital tocantinense, resultando em produções artísticas que foram apresentadas em pontos estratégicos da cidade.
Os artistas convidados foram Shell Osmo (graffiti, Pernambuco), Tiago Wender (performance, Palmas), Priscila Rezende (performance, Minas Gerais) e Pedra Silva (performance, Ceará), tendo Filipe Porto e Omanna como os anfitriões da residência. Os trabalhos desenvolvidos combinaram graffiti, performances e intervenções urbanas, com foco em temas como memória, resistência e ocupação do território.
Durante as duas semanas, os artistas fizeram pesquisa de campo, acompanhados por estudantes de arquitetura e urbanismo da UFT, visitando museus e pontos estratégicos da cidade. “Foi fundamental entender como o plano diretor projetou a cidade e como as pessoas, a vegetação e a fauna migram e resistem nesse território. Eu chego à conclusão que toda cidade grande é um cemitério de orgânicos”, destacou Pedra Silva, que realizou ações no Parque Povos Indígenas, entre elas uma foto performance e uma aparição urbana.
Priscila Rezende trouxe para a residência uma reflexão sobre a história de Palmas e seus apagamentos simbólicos, usando sementes de girassol para desenhar o mapa do Tocantins na Praia da Graciosa. “Essa cidade tem uma relação com símbolos como a cruz e o girassol, que marcam a fundação e a história oficial, mas que escondem muitas outras histórias e violências”, explicou Priscila, que também apresentou a performance Gênesis 3:16, que aborda a violência de gênero.
No campo do graffiti, Shell Osmo destacou a resistência urbana por meio das intervenções em espaços ligados à habitação popular. “Nosso trabalho fala sobre ocupação e resistência. Desenhamos o joão de barro e a galinha d’água, que ocupam lugares inesperados e nos fazem pensar sobre essa relação entre cidade planejada e vida cotidiana”, explicou.
Finalização
A finalização da residência aconteceu na Casa Flácida, com a apresentação das obras criadas ao longo do projeto. O evento reuniu público diverso e promoveu um espaço de diálogo sobre o papel da arte na construção e ressignificação dos espaços urbanos.
Para Filipe Porto, diretor do Coletivo Flácido e gestor do projeto, a residência cumpriu seu propósito de provocar novos olhares sobre a cidade. “A arte tem o poder de revelar camadas invisíveis da cidade e despertar debates essenciais sobre quem ocupa e quem é lembrado nesses espaços. O Escala 1:1 foi uma oportunidade para criar narrativas que conectam passado, presente e futuro, mostrando a cidade como um organismo vivo em constante transformação”, afirmou.
O projeto foi realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc/PAAR 2024, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Tocantins.
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Coletivo cultural de Palmas encerra residência artística com evento gratuito neste sábado (30)
Evento reúne performances e bate-papo sobre ocupação do espaço urbano neste sábado (30)

O Coletivo Flácido promove neste sábado, 30 de agosto, às 19h, na Casa Flácida (404 Norte), o evento Tardinha Flácida, que marca o encerramento da residência artística Escala 1:1/2 – edição 2025. Durante os últimos 15 dias, artistas convidados estiveram em Palmas desenvolvendo trabalhos com foco no tema da ocupação do espaço urbano, que será discutido em um bate-papo aberto ao público.
As apresentações incluem performances de Céu Vasconcelos (Fortaleza/CE), Tiago Wender, Lipidius, Almeida e tal, Omanna Arte e Giovelli Flowers.
A programação é gratuita, com a proposta open cooler, em que cada pessoa pode levar sua própria bebida. O evento contará também com intérprete de Libras, reforçando o compromisso com a acessibilidade.
Segundo Filipe Porto, integrante do Coletivo Flácido, o momento é de celebração e troca com a comunidade. “A residência Escala 1:1/2 foi um processo intenso, de imersão e experimentação artística. Agora é a hora de compartilhar esses resultados com o público e abrir espaço para o diálogo sobre como ocupamos e vivemos a cidade.”
Uma das performances desenvolvidas na última semana, em Palmas, foi o trabalho da artista Almeida e tal, intitulado especulação arbórea, que denuncia a especulação imobiliária e o uso dos espaços públicos na capital.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc 2 operacionalizados pela Prefeitura de Palmas, por meio da Fundação Cultural de Palmas.
Serviço:
Data: 30/08 (sábado)
Horário: 19h
Local: Casa Flácida – 404 Norte (busque por Coletivo Flácido no app de mapas ou carona)
Acessibilidade: Intérprete de Libras
Entrada gratuita | Open cooler
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TromboTuba in Concert leva apresentação didática à ETI Margarida Lemos no Aureny III

O projeto “TromboTuba in Concert – do clássico ao popular” se prepara para sua última apresentação, que acontecerá na Escola de Tempo Integral (ETI) Margarida Lemos, localizada no setor Jardim Aureny III. O concerto, exclusivo para os alunos da unidade, será realizado na próxima sexta-feira, dia 29.
A iniciativa, que já percorreu outras escolas da capital, tem como missão proporcionar uma experiência musical rica e diversificada dentro do ambiente escolar. O quinteto é formado pelos trombonistas Emmanoel da Cruz, Jonatas Machado e Kayo Bruno, pelo tubista Tiago Flausino e pelo percussionista Maurício Silva. Juntos, apresentam um repertório que transita com maestria entre o erudito e o popular.
Durante o concerto, os estudantes terão a oportunidade de ouvir obras de compositores consagrados como Bach e Mozart, além de clássicos da música brasileira de mestres como Maestro Duda e Ary Barroso. Cada peça é apresentada de forma contextualizada, com explicações sobre sua importância histórica e cultural, além de demonstrar a versatilidade dos instrumentos de Low Brass (metais graves).
O formato didático permite uma interação direta entre os músicos e os estudantes, despertando a curiosidade e o interesse dos jovens pela música instrumental. Mais do que apresentar novas sonoridades, o projeto busca formar novas plateias e reforçar a importância da arte como ferramenta de educação e transformação social.
O “TromboTuba in Concert” é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio do Edital nº 22/2024, geridos pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Tocantins, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à cultura em diferentes comunidades.
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Cineclube Flácido, de Palmas(TO), abre temporada 2025 com sessão gratuita e debate sobre corpos dissidentes
Primeira sessão exibe “Salão de Baile This is Ballroom” e conta com participação do coletivo Toca Ballroom

O Cineclube Flácido inicia sua temporada 2025 com uma proposta que coloca no centro da discussão os discursos sobre corpos dissidentes. A cada encontro, filmes e debates vão abrir espaço para refletir sobre diversidade, arte e resistência no cinema e em outras expressões culturais. O projeto é uma iniciativa do Coletivo Flácido, em parceria com o Centro de Artes do Instituto Federal do Tocantins (IFTO).
A primeira sessão acontece no dia 28 de agosto, às 19h30, no Cineteatro do IFTO de Palmas (Quadra 310 Sul, Av. NS 10, s/n), com a exibição de “Salão de Baile This is Ballroom”.
O filme traz um retrato da cena ballroom no Rio de Janeiro, em diálogo com a história do movimento iniciado há mais de 50 anos em Nova Iorque. Nas margens da Baía de Guanabara, uma comunidade de jovens resgata e vivencia performances, dramas pessoais e arte.
Após a exibição, haverá um debate com a participação do coletivo Toca Ballroom, que é pioneiro na organização coletiva da cena ballroom do Tocantins, mediado pela crítica de cinema e coordenadora do projeto, Carolinne Macedo. A sessão será legendada e gratuita.
Para Carolinne, a proposta desta temporada amplia o papel do cineclube como espaço de reflexão. “Queremos trazer diálogos que provoquem pensamento crítico e afetivo sobre os corpos e subjetividades que resistem, criam e transformam”.
Este projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc/PAAR 2024, do Ministério da Cultura, operacionalizados pela Secretaria da Cultura do Tocantins.
Serviço:
Data: 28/08 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Cineteatro do IFTO – 310 Sul, Av. NS 10, s/n
Sessão legendada | Entrada gratuita Sugestão de legenda:
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