Dengue registra aumento no Tocantins nas primeiras semanas de 2026

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Dengue registra aumento no Tocantins nas primeiras semanas de 2026

Estado confirma mais de mil casos nas primeiras semanas do ano e especialistas reforçam importância da vacinação e do diagnóstico precoce.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença infecciosa que pode evoluir para formas graves e continua entre os principais desafios da saúde pública no Brasil. No Tocantins, os primeiros dados epidemiológicos de 2026 apontam aumento nos registros da doença. Nas seis primeiras semanas do ano, foram confirmados 1.117 casos no Estado, frente a 279 no mesmo período de 2025, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde.

O cenário local acompanha uma tendência observada em âmbito nacional. O projeto internacional IMDC, integrado no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), estima que o país poderá registrar até 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026.

Para o médico infectologista e consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rafael Nogueira, o aumento reforça a importância da informação e do acompanhamento adequado dos casos.

“A dengue pode apresentar desde quadros leves até manifestações graves. O risco é maior quando há infecção por diferentes sorotipos ao longo da vida. Por isso, reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico desde o início é fundamental para acompanhar a evolução do paciente e reduzir o risco de complicações”, explica.

Entre os principais sinais de alerta da doença estão febre alta de início súbito, dores intensas no corpo, dor atrás dos olhos, manchas avermelhadas na pele, náuseas e sensação de cansaço intenso.

Vacinação e diagnóstico como aliados

Além das medidas de eliminação de criadouros do mosquito, a vacinação tem sido apontada como uma estratégia complementar de proteção individual. A vacina Qdenga, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está disponível na unidade matriz do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Palmas.

O imunizante oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e é indicado para pessoas com idade entre 4 e 60 anos. O esquema vacinal prevê duas doses, aplicadas com intervalo de três meses.

“A vacinação contribui para reduzir hospitalizações e formas mais graves da doença. Em estados com circulação ativa do vírus, ela representa uma camada adicional de proteção”, afirma Rafael Nogueira.

Importância do diagnóstico precoce

Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico e realizar os exames laboratoriais recomendados. No Tocantins, o Sabin disponibiliza diferentes métodos de diagnóstico, como sorologia, pesquisa do antígeno NS1 e teste molecular.

A pesquisa do antígeno NS1 é indicada principalmente nos primeiros dias de sintomas, permitindo identificar a presença do vírus ainda na fase inicial da infecção. Já o teste molecular apresenta alta sensibilidade para confirmação diagnóstica, contribuindo para maior segurança na condução clínica.

“O diagnóstico precoce permite acompanhar a evolução do quadro e orientar decisões clínicas mais seguras”, conclui o infectologista.

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