Helicópteros colidem no Rio e deixam seis mortos

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Helicópteros colidem no Rio e deixam seis mortos

Acidente entre duas aeronaves provocou explosões, incêndio de grandes proporções e mobilizou equipes de resgate na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Seis pessoas morreram na manhã deste domingo (14) após a colisão de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu por volta das 9 horas e mobilizou equipes de resgate, policiais e agentes da Defesa Civil.

Segundo relatos de testemunhas, as aeronaves se chocaram ainda no ar antes de cair em um terreno que pertenceu a uma igreja desativada e que atualmente era utilizado pela montadora chinesa BYD para armazenar veículos elétricos.

Helicópteros colidem no Rio e provocam explosões

Com o impacto, um dos helicópteros explodiu imediatamente ao atingir o solo. As chamas se espalharam rapidamente para os carros estacionados no local, provocando uma sequência de explosões e uma enorme coluna de fumaça que pôde ser vista de vários pontos da cidade.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 8h59. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram uma cena de destruição. Um dos helicópteros ficou completamente consumido pelo fogo. O outro caiu sem incêndio, ficando tombado com o trem de pouso voltado para cima.

De acordo com o major Fábio Contreras, porta-voz da corporação, ninguém sobreviveu ao acidente. As seis vítimas estavam a bordo das duas aeronaves. Até a publicação desta reportagem, os nomes dos ocupantes ainda não haviam sido divulgados oficialmente.

Aeronaves estavam com documentação regular

Dados da Força Aérea Brasileira mostram que uma das aeronaves envolvidas era o helicóptero de matrícula PR-DJJ, um modelo Aérospatiale AS 350B2, conhecido como Esquilo. Fabricado pela Eurocopter France, o aparelho tinha capacidade para cinco passageiros e um piloto e estava registrado em nome do empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias.

O segundo helicóptero, de matrícula PP-MAC, era um Bell 206B, fabricado pela Bell Helicopter. A aeronave podia transportar quatro passageiros e um piloto e estava registrada em nome da empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda., que atua sob o nome fantasia Kifrut e tem sede no Ceasa de Irajá.

Segundo os registros aeronáuticos, os dois helicópteros estavam com a documentação regularizada.

Investigação vai apurar as causas da colisão

As causas da colisão ainda são desconhecidas. A área foi isolada para o trabalho da perícia e das equipes responsáveis pela investigação.

Especialistas deverão analisar destroços, condições meteorológicas, registros de voo e comunicações realizadas antes do acidente para tentar esclarecer como ocorreu a colisão.

Vídeos gravados por moradores mostram o momento logo após a queda das aeronaves e o incêndio que tomou conta do terreno. As imagens circularam rapidamente pelas redes sociais e revelam a intensidade das chamas e das explosões provocadas pelos veículos atingidos.

O caso será investigado pelos órgãos responsáveis pela segurança da aviação no país. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que levou os dois helicópteros a se chocarem em pleno voo.

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