Juliana Marins: uma alma viajante que agora descansa em paz

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Tragédia no Monte Rinjani: quem era Juliana Marins

Jornalista brasileira Juliana Marins morre após queda no Monte Rinjani, na Indonésia, em uma tragédia que comoveu o país.

Palmas, TO — Conhecida por sua paixão por explorar paisagens naturais, Juliana Marins vivia sua vida como jornalista e aventureira. Descobriu as dunas, cachoeiras e fervedouros do Jalapão, no Tocantins, em agosto de 2024, e compartilhava detalhes de suas viagens nas redes sociais — registros que mostravam uma jovem que fazia do mundo o seu quintal.

A aventura que virou tragédia

Em fevereiro de 2025, Juliana iniciou um mochilão pelo sudeste asiático, explorando Filipinas, Vietnã e Tailândia. Em junho, chegou à Indonésia — o destino final antes do acidente. No dia 20, por volta das 6h30, começou a subida ao Monte Rinjani, um vulcão ativo de 3.726 metros em Lombok. Durante uma pausa, escorregou e caiu, despencando entre 300 m e 600 m, segundo estimativas iniciais.

Quatro dias de buscas e esperança

Turistas ouviram seus gritos e utilizaram drones para localizar seu corpo cerca de 500 metros abaixo da trilha. A família enfrentou informações divergentes — incluindo versões de que ela teria água e comida, depois desmentidas pela irmã, Mariana Marins. Neblina, terreno íngreme e areia solta impediram o resgate imediato.

Desfecho que comoveu o país

Após quatro dias de buscas com mais de 50 profissionais envolvidos, o corpo de Juliana foi localizado por drone e resgatado no dia 24 de junho. Autoridades indonésias confirmaram que ela foi encontrada sem vida. A Embaixada do Brasil em Jacarta acompanhou o processo, enquanto o Itamaraty prestou assistência à família.

Legado de uma espírito aventureiro

Juliana, moradora de Niterói, era publicitária, dançarina de pole dance e apaixonada por fotografia. Sua passagem pelo Jalapão marcou profundamente sua jornada, que inspirou milhares de pessoas a viajar e viver experiências transformadoras. Sua história reforça a beleza e o risco presentes em aventuras extremas, especialmente em terrenos de difícil acesso como o Monte Rinjani.

Reflexão e alerta aos viajantes

O Monte Rinjani, embora cercado por paisagens deslumbrantes, é conhecido por sua altitude agressiva, clima instável e trilhas desgastadas. A morte de Juliana deixa uma mensagem clara: a natureza exige preparo, cautela e respeito. Sua trajetória de vida permanece como inspiração e seu fim trágico, como importante lembrete da imprevisibilidade das expedições ao ar livre.

Que Juliana Marins descanse em paz. Que sua história continue iluminando caminhos e encorajando viajantes a buscarem o mundo — sempre com segurança e responsabilidade.

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