Marrocos reúne atletas nascidos fora do país antes de enfrentar o Brasil

Marrocos chega à Copa do Mundo de 2026 com um dos elencos mais multiculturais do torneio e estreia contra o Brasil.

Marrocos reúne atletas nascidos fora do país antes de enfrentar o Brasil

Seleção marroquina é uma das que mais possuem jogadores nascidos no exterior e aposta na força da diáspora para buscar protagonismo na Copa do Mundo de 2026.

Antes da estreia diante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, a seleção do Marrocos chama atenção não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também pela composição de seu elenco. A equipe africana é a terceira seleção com maior número de atletas nascidos fora de seu território entre as participantes do Mundial.

O confronto entre brasileiros e marroquinos está marcado para este sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no Estádio New York New Jersey, pela primeira rodada do Grupo C da competição. Além do desafio esportivo, a partida coloca frente a frente uma seleção que se tornou símbolo de um fenômeno cada vez mais comum no futebol internacional: o aproveitamento de jogadores nascidos em outros países, mas com vínculos familiares e culturais com a nação que representam.

Marrocos aposta em elenco multicultural

Dos 26 atletas convocados pelo Marrocos para a Copa do Mundo, 19 nasceram fora do país. A maioria veio de nações europeias como França, Espanha, Bélgica e Holanda, além de um jogador nascido no Canadá. O número coloca os marroquinos atrás apenas de Curaçao e da República Democrática do Congo no ranking de seleções com mais atletas estrangeiros no torneio.

Entre os principais destaques da equipe estão Brahim Díaz e Achraf Hakimi, ambos nascidos na Espanha. Brahim construiu parte de sua carreira nas categorias de base do Manchester City e atualmente atua pelo Real Madrid. Já Hakimi é um dos principais nomes do Paris Saint-Germain e figura entre os líderes técnicos da seleção marroquina.

Marrocos reflete história da diáspora africana

A forte presença de atletas nascidos fora do território marroquino está ligada à diáspora africana e aos fluxos migratórios que marcaram a história do continente ao longo das últimas décadas. Milhões de famílias de origem marroquina se estabeleceram em países europeus, especialmente na França, Espanha, Bélgica e Holanda, formando comunidades que mantiveram laços culturais e familiares com o país de origem.

Esse cenário tem refletido diretamente no futebol. Muitos jovens descendentes de marroquinos se desenvolveram em centros de formação europeus, mas optaram por defender a seleção de seus pais ou avós. O resultado é um elenco que combina experiência adquirida nas principais ligas do mundo com forte identificação nacional.

Levantamento mostra crescimento da tendência

Levantamento da Universidade de Oxford aponta que, nos últimos dez anos, 61 jogadores nascidos em outros países defenderam a seleção marroquina. Aproximadamente metade deles escolheu representar o Marrocos mesmo tendo a possibilidade de atuar pelas seleções dos países onde nasceram.

Entre os convocados para o Mundial que nasceram fora do país estão os franceses Issa Diop, Neil El Aynaoui e Ayyoub Bouaddi; os espanhóis Achraf Hakimi, Brahim Díaz e Munir Mohamedi; os belgas Bilal El Khannouss e Zakaria El Ouahdi; os holandeses Noussair Mazraoui e Sofyan Amrabat; além do goleiro Yassine Bounou, nascido no Canadá.

Brasil terá adversário experiente na estreia

Com um elenco multicultural e repleto de atletas que atuam em grandes clubes europeus, o Marrocos chega ao Mundial como uma das seleções mais interessantes da competição. A combinação entre talento, experiência internacional e identidade nacional fortalece a equipe africana para enfrentar os desafios do torneio.

E será justamente esse grupo que tentará surpreender o Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2026, em um duelo que promete atrair a atenção dos torcedores de todo o mundo.

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