Nirsevimabe no Hospital Dona Regina fortalece prevenção contra bronquiolite

Nirsevimabe no Hospital Dona Regina fortalece prevenção contra bronquiolite

Nirsevimabe no Hospital Dona Regina fortalece prevenção contra bronquiolite

Aplicação do Nirsevimabe no Hospital Dona Regina marca avanço histórico na prevenção da bronquiolite e pneumonia causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório em recém-nascidos.

O Nirsevimabe no Hospital Dona Regina já começou a ser aplicado pela Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES/TO) como estratégia de prevenção contra a bronquiolite e a pneumonia causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A iniciativa representa um avanço significativo na proteção de recém-nascidos, especialmente prematuros e bebês considerados mais vulneráveis às complicações respiratórias graves.

A aplicação teve início nesta quarta-feira, 11, no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas. A imunização ocorre de forma imediata nos recém-nascidos internados na unidade hospitalar. Já os bebês nascidos entre agosto e fevereiro podem receber a dose mediante agendamento prévio pelo site oficial da campanha de imunização do município, disponível em missaoimunizar.palmas.to.gov.br.

Como funciona o Nirsevimabe

O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal desenvolvido para oferecer proteção direta contra o VSR, vírus responsável por grande parte das internações hospitalares de bebês por complicações respiratórias. Diferentemente das vacinas tradicionais, o medicamento atua fornecendo anticorpos prontos, capazes de neutralizar o vírus e reduzir significativamente o risco de evolução para quadros graves.

A utilização do Nirsevimabe no Hospital Dona Regina fortalece a estratégia preventiva nos primeiros meses de vida, período considerado crítico para o desenvolvimento de bronquiolite. O tratamento reduz a necessidade de uso de oxigênio, internações prolongadas e admissões em Unidades de Terapia Intensiva.

Primeiro bebê imunizado

O pequeno José Augusto Rodrigues Lima foi o primeiro recém-nascido a receber a dose na unidade. Prematuro, ele nasceu com 34 semanas e dois dias, pesando 2.050 gramas, e permaneceu 11 dias internado na UTI neonatal.

A mãe, Maria Clara Rodrigues Lima, comemorou a aplicação do anticorpo. Segundo ela, a oportunidade representa segurança e tranquilidade para a família. Ela destacou a importância da ampliação do acesso ao medicamento para bebês prematuros e ressaltou que a imunização evita consequências graves, como dependência de oxigênio e complicações respiratórias severas.

Redução de internações por bronquiolite

A coordenadora da Sala de Vacina, Teste do Pezinho e Testes Rápidos do HMDR, Mariana Gontijo, afirmou que o Nirsevimabe no Hospital Dona Regina deve reduzir de maneira expressiva o número de internações por bronquiolite e suas complicações. Segundo ela, a chegada do medicamento fortalece a assistência neonatal e amplia a capacidade preventiva da unidade.

Dados nacionais apontam que o VSR é uma das principais causas de hospitalização infantil no Brasil. A prevenção precoce contribui não apenas para a saúde das crianças, mas também para a redução da sobrecarga na rede pública de saúde durante períodos sazonais de maior circulação viral.

Marco histórico para a saúde pública

O diretor do Hospital Dona Regina, Fernando Pinheiro, classificou a introdução do Nirsevimabe como um momento histórico para a unidade. Ele ressaltou que a ampliação da prevenção representa compromisso com a vida e com a saúde das crianças tocantinenses, especialmente aquelas que apresentam maior risco de complicações.

A implantação do Nirsevimabe no Hospital Dona Regina consolida a política estadual de fortalecimento da assistência neonatal e amplia o acesso a tecnologias modernas de prevenção no Sistema Único de Saúde. A estratégia também reforça o papel do HMDR como referência em atendimento materno-infantil no Tocantins.

Especialistas alertam que, mesmo com a proteção garantida pelo medicamento, é fundamental que pais e responsáveis permaneçam atentos a sinais respiratórios como chiado no peito, dificuldade para respirar e febre persistente, buscando atendimento médico imediato quando necessário.

Com a implementação da medida, o Tocantins dá um passo importante na prevenção de doenças respiratórias graves na primeira infância, ampliando a proteção dos recém-nascidos e fortalecendo a rede pública de saúde.

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