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Operação da FICCO/TO mira falso advogado suspeito de atuar no tráfico de drogas e infiltrar sistema de Justiça em Palmas.
A Operação Prerrogativa de Fachada FICCO Tocantins advogado falso narcotráfico foi deflagrada nesta sexta-feira (24) em Palmas, com o objetivo de desarticular a atuação de um investigado apontado como articulador estratégico de organização criminosa com atuação interestadual.
A ação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) e cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar autorizados pela Justiça.
Falso advogado operava esquema criminoso
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava uma identidade profissional fraudulenta de advogado para circular com facilidade e atuar na logística do narcotráfico.
O número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA) utilizado pelo investigado pertence, na realidade, a um advogado que faleceu em maio de 2015, o que caracteriza uso de documento falso e falsidade ideológica.
Infiltração no sistema de Justiça
A importância da Prerrogativa de Fachada na prática criminosa
Além da falsa identidade profissional, o investigado também teria conseguido acessar o sistema eletrônico do Judiciário, o que ampliava sua capacidade de atuação criminosa.
Como medida imediata, o perfil fraudulento foi bloqueado pelas autoridades para impedir a continuidade das práticas ilícitas.
Atuação no tráfico interestadual
As apurações apontam que o suspeito desempenhava papel relevante no tráfico interestadual de cocaína, atuando como peça-chave na articulação logística da organização criminosa.
O nome da operação faz referência ao uso indevido das prerrogativas da advocacia como fachada para atividades ilegais e suporte a facções criminosas.
Crimes e penas podem ultrapassar 65 anos
Entre os crimes atribuídos ao investigado estão inserção de dados falsos em sistema de informações, tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato.
Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 65 anos de reclusão, conforme a legislação vigente.
Integração fortalece combate ao crime organizado
A FICCO/TO é formada pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Penal do Tocantins, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.
A cooperação entre os órgãos de segurança das esferas federal e estadual tem sido considerada estratégica para ampliar a capacidade de investigação, prevenção e repressão a organizações criminosas que representam risco à ordem pública.
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