Pessoas que vivem milagres Mônica Costa
Transformar dores profundas em missão de vida é um dos maiores milagres humanos. A trajetória de Mônica Costa inspira famílias e fortalece a luta pela inclusão e dignidade das pessoas com deficiência no Tocantins.
A série especial “Pessoas que vivem milagres”, do Portal Jaciara Barros, estreia contando uma história marcada por fé, resistência, maternidade, inclusão e amor ao próximo. A história de Mônica Costa mostra que existem dores capazes de destruir uma pessoa, mas também existem dores que transformam vidas e despertam missões.
Turismóloga, servidora pública e ativista da inclusão, Mônica Costa transformou a experiência da maternidade atípica em atuação institucional e incidência política voltadas à garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Hoje, ela é uma das vozes mais atuantes no Tocantins quando o assunto é acessibilidade, inclusão social e fortalecimento de políticas públicas.
Por trás da atuação firme nos conselhos, audiências públicas e debates, existe uma mulher que conhece profundamente as dores enfrentadas pelas famílias atípicas. Durante décadas, Mônica viveu desafios silenciosos, noites sem respostas, inseguranças e batalhas emocionais comuns a milhares de mães brasileiras.
“Eu precisei transformar minha dor em movimento. Em muitos momentos da vida eu poderia ter desistido, mas entendi que minha caminhada precisava servir também para outras famílias”, relata Mônica Costa.
Pessoas que vivem milagres através da maternidade
A maternidade atípica mudou completamente a forma como Mônica enxergava o mundo. As dificuldades enfrentadas diariamente fizeram nascer nela uma necessidade profunda de lutar para que outras mães não enfrentassem o abandono institucional e social que tantas vezes acompanha a deficiência no Brasil.

“Existe muita solidão na maternidade atípica. Muitas mães adoecem emocionalmente porque precisam ser fortes o tempo inteiro. Eu vivi isso na pele”, afirma.
Foi justamente dessa dor que nasceu sua missão. Ao longo dos anos, Mônica passou a atuar diretamente na construção de pontes entre sociedade civil e poder público. Sua trajetória ganhou força no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Palmas (COMPEDE), onde participou da fiscalização e construção de políticas públicas voltadas à inclusão.
Além disso, também atua na Associação dos Deficientes Visuais do Estado do Tocantins (ADVETO), contribuindo para ações ligadas à autonomia, acessibilidade e fortalecimento dos direitos das pessoas com deficiência visual.
“Quando você vive a dor, você entende que inclusão não pode ser apenas discurso bonito. Inclusão precisa acontecer na prática, dentro das escolas, nas ruas, no transporte público, nos espaços culturais e principalmente dentro da consciência das pessoas”, diz.
Milagres diários existem
A série “Pessoas que vivem milagres” nasce justamente para mostrar histórias reais como a de Mônica Costa. Histórias que provam que milagres nem sempre acontecem de forma espetacular. Muitas vezes eles acontecem silenciosamente dentro de alguém que decide continuar respirando mesmo diante das maiores dores da vida.
Para Mônica, um dos maiores milagres é a capacidade humana de continuar acreditando.
“Tem dias em que o simples fato de levantar da cama já é um milagre. Existem mães que estão exaustas emocionalmente, famílias inteiras lutando sozinhas, pessoas invisíveis para a sociedade. Quando conseguimos transformar sofrimento em acolhimento, isso também é milagre”, afirma.
Sua atuação ultrapassa os espaços institucionais. Mônica participa de palestras, debates, rodas de conversa, projetos sociais e eventos acessíveis. Seu trabalho também envolve consultorias, capacitações e orientação sobre acessibilidade cultural e inclusão social.
Ao longo dos últimos anos, ela ajudou a ampliar o debate público sobre acessibilidade e deficiência no Tocantins, fortalecendo redes de apoio para famílias atípicas e promovendo articulação entre instituições públicas e sociedade civil.
Transformar dor em acolhimento
Apesar da força demonstrada publicamente, Mônica revela que sua caminhada também foi marcada por momentos de fragilidade emocional e questionamentos internos.
“Eu também chorei muitas vezes sem saber como seguir. Também senti medo, solidão e cansaço. Mas percebi que minha dor não poderia me aprisionar. Ela precisava gerar transformação”, conta emocionada.
A experiência da maternidade atípica fez com que ela enxergasse o mundo com mais humanidade. Para Mônica, acessibilidade não é favor, concessão ou privilégio. É direito fundamental.

“Quando falamos de inclusão, estamos falando de dignidade humana. Estamos falando do direito de existir plenamente”, afirma.
Seu testemunho inspira justamente porque não nasce de teorias distantes da realidade. Nasce da vivência diária de uma mulher que enfrentou dores profundas e decidiu usar sua história para abrir caminhos para outras pessoas.
Uma história que inspira o Tocantins
Em um mundo cada vez mais acelerado e individualista, histórias como a de Mônica Costa lembram que ainda existem pessoas capazes de transformar sofrimento em luz coletiva.
Ela representa milhares de mães invisíveis que diariamente vivem seus próprios milagres silenciosos. Mulheres que seguem lutando pelos filhos, pela inclusão, pela dignidade e pelo direito de serem vistas.

“Muitas vezes o milagre não é a ausência da dor. O milagre é encontrar força para continuar mesmo machucada”, resume.
O Portal Jaciara Barros passa a abrir espaço semanalmente para histórias reais de superação, fé, esperança e transformação humana através da série “Pessoas que vivem milagres”.
Porque diariamente existem pessoas vivendo milagres. Algumas venceram doenças. Outras sobreviveram à depressão, ao câncer, às perdas e às dores invisíveis da vida. E existem também aquelas que transformam suas próprias feridas em caminho para acolher o próximo.

A relação de Mônica Costa com a pauta da inclusão ganhou ainda mais força quando sua filha mais velha, Carol, perdeu a visão aos 25 anos. O episódio transformou profundamente sua visão de mundo e impulsionou sua atuação pública na defesa da dignidade humana e dos direitos das famílias atípicas.

Além de Carolinne, hoje com 30 anos, Mônica também é mãe de Isabella, de 19 anos, e

Enzo Gabriel, de 9 anos.
Sua história se tornou referência no Tocantins por unir experiência pessoal, acolhimento humano e atuação institucional em favor de uma sociedade mais inclusiva e acessível.
Você conhece alguém que vive um milagre?
O Portal Jaciara Barros quer contar histórias reais de fé, superação, cura, inclusão, recomeços e esperança. Pessoas comuns que transformaram dores em força e inspiram outras vidas diariamente.
Envie sua história ou indique alguém para a série especial “Pessoas que vivem milagres”.
Email:
jaciara.barros@gmail.com
WhatsApp:
(63) 99238-1819
Mais notícias
Portal Jaciara Barros — Quem acontece aparece aqui!


