Primeira-dama do Tocantins alerta sobre feminicídio

Primeira-dama do Tocantins alerta sobre o feminicídio e reforça ações do projeto Por Todas as Marias para prevenção e acolhimento.

Primeira-dama do Tocantins alerta sobre feminicídio e reforça ações do Por Todas as Marias

Karynne Sotero publica vídeo nas redes sociais e chama atenção para a urgência do enfrentamento à violência contra mulheres no Tocantins.

Em meio ao aumento dos casos de violência contra mulheres no Brasil, a primeira-dama do Tocantins, :contentReference[oaicite:0]{index=0}, publicou um vídeo nas redes sociais na tarde da última segunda-feira, 9, para chamar atenção ao feminicídio no Estado e reforçar o compromisso do governo com políticas públicas de prevenção e acolhimento. A manifestação integra as ações do projeto Por Todas as Marias, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra o público feminino.

Na gravação, a primeira-dama cita nomes de mulheres assassinadas em 2025 e ressalta que cada uma delas tinha família, filhos, sonhos e histórias interrompidas pela violência. O tom do vídeo é de alerta e reflexão, ao destacar que o feminicídio não é um evento isolado, mas o desfecho de um ciclo contínuo de agressões, ameaças e controle.

Ao abordar os casos, Karynne Sotero chama atenção para um padrão recorrente: a maioria dos crimes ocorre dentro de casa e é praticada por alguém conhecido da vítima. Segundo ela, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se os sinais iniciais de violência fossem identificados e se houvesse acesso efetivo à rede de proteção.

Dados nacionais evidenciam cenário preocupante

Os números nacionais reforçam a gravidade da situação. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio entre janeiro e dezembro, superando os 1.464 registrados em 2024, que até então representavam o recorde histórico. Os dados indicam uma média de quatro mulheres mortas por dia no país.

As estatísticas ainda podem sofrer atualização, já que os dados de dezembro do estado de São Paulo não haviam sido incorporados à base federal no momento da consolidação. As informações são enviadas pelos governos estaduais e reunidas pelo governo federal, por meio do :contentReference[oaicite:1]{index=1}.

Tocantins entre os estados com maiores índices proporcionais

No recorte proporcional, o Tocantins aparece entre os estados com os maiores índices de feminicídio do país. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a taxa estadual é de 1,2 vítima por 100 mil habitantes, a quarta maior do Brasil.

O Acre lidera o ranking, com 1,58; seguido por Rondônia, com 1,43; e Mato Grosso, com 1,36. Na sequência aparecem Amapá e Piauí, ambos com 1,12; Mato Grosso do Sul, com 1,09; e Roraima, com 0,95. No Tocantins, 19 mulheres foram vítimas de feminicídio no ano passado, dado que reforça a necessidade de ações preventivas permanentes.

“Nenhuma dessas mortes começaram no dia do crime. Elas começaram no medo, na ameaça, no controle e na falta de ajuda”, pontua Karynne Sotero no vídeo. Para a primeira-dama, a indignação isolada não é suficiente para enfrentar o problema, sendo essencial fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção e estimular a denúncia.

Por Todas as Marias como resposta do Estado

Nesse contexto, Karynne Sotero destacou o projeto Por Todas as Marias como uma resposta concreta do Estado à violência contra mulheres. Em expansão pelo território tocantinense, a iniciativa atua de forma preventiva, levando informação, orientação e acolhimento, além de fortalecer a rede de apoio antes que a violência atinja níveis extremos.

Em 2026, o projeto já passou por diferentes regiões do Estado, incluindo comunidades indígenas na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia, e eventos de grande circulação, como a final da Copa do Craque 2026, em Gurupi. A estratégia busca alcançar públicos diversos, ampliando o acesso à informação e aos serviços de proteção.

“O vídeo é um chamado à responsabilidade coletiva. Decidi gravar sobre o assunto porque penso que o silêncio também mata. Precisamos falar sobre essas mulheres, dar nome às vítimas e mostrar que existem caminhos de ajuda antes que a violência termine em tragédia”, declarou a primeira-dama.

Na publicação, Karynne também reforça a importância dos canais de denúncia e lembra que mulheres em situação de violência, assim como pessoas que conheçam alguém em risco, podem buscar ajuda por meio do Disque 180, a Central de Atendimento à Mulher, serviço que funciona 24 horas por dia em todo o território nacional.

Mais informações oficiais sobre políticas de enfrentamento à violência contra a mulher podem ser consultadas no portal do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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