Primeira plasmaférese pelo SUS no Tocantins
SES/TO realiza primeira plasmaférese pelo SUS no Tocantins no Hospital Geral de Palmas, ampliando a assistência especializada no Estado.
A primeira plasmaférese pelo SUS no Tocantins foi realizada nessa quarta-feira, 11, no Hospital Geral de Palmas (HGP), pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO). O procedimento foi indicado para o tratamento de Neuromielite Óptica, uma doença autoimune rara que acomete o sistema nervoso central e pode causar perda visual e comprometimento motor grave.
A terapia foi aplicada em uma paciente em surto agudo da doença, após avaliação multiprofissional. A realização da primeira plasmaférese pelo SUS no Tocantins representa um avanço significativo na assistência especializada, evitando a necessidade de transferência para centros de referência em outros estados.
Avanço histórico na rede pública
Para a superintendente da Hemorrede Tocantins, Natyele Rodrigues, o procedimento marca um momento histórico para a saúde pública estadual. Segundo ela, o resultado é fruto da iniciativa e da dedicação da equipe da Hemorrede em conjunto com profissionais do Hospital Geral de Palmas.
“A primeira plasmaférese terapêutica realizada no SUS do estado é resultado da dedicação da equipe e do apoio institucional recebido. Representa fortalecimento e inovação dos serviços prestados à população”, destacou.
O que é a Neuromielite Óptica
Importância da primeira plasmaférese pelo SUS
A Neuromielite Óptica é uma condição inflamatória que atinge principalmente os nervos ópticos e a medula espinhal. Na maioria dos casos, está associada à presença de anticorpos contra a proteína aquaporina-4, que provocam inflamação intensa e podem causar sequelas permanentes se não houver tratamento rápido.
A plasmaférese terapêutica consiste na remoção do plasma do paciente, parte do sangue onde circulam os anticorpos responsáveis pela inflamação. Esse plasma é substituído por solução específica, reduzindo a agressão ao sistema nervoso. O procedimento é recomendado especialmente em casos graves ou quando não há resposta satisfatória à corticoterapia.
Agilidade no tratamento e redução de sequelas
Segundo a médica hematologista Cleide Caroline Barbosa, responsável pelo procedimento, oferecer a plasmaférese no próprio estado aumenta as chances de recuperação dos pacientes.
“Poder oferecer a plasmaférese aqui no Tocantins significa mais agilidade no tratamento e maiores chances de recuperação. Em doenças autoimunes neurológicas, o tempo é determinante para evitar sequelas”, afirmou.
Para a gerente técnica do Hemocentro Coordenador de Palmas, Eveline Leão, o início do procedimento no Estado é motivo de orgulho para a equipe. Ela destacou o comprometimento dos profissionais envolvidos e o impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes.
A realização da primeira plasmaférese pelo SUS no Tocantins fortalece a estruturação do serviço de aférese terapêutica e amplia o acesso da população a tratamentos de alta complexidade, consolidando o Hospital Geral de Palmas como referência na rede pública estadual.
Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico especializado são fundamentais para controlar a doença e reduzir o risco de novos surtos.
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