Povo Kanela Tocantins reconhecimento indígena 2026
Governo do Tocantins garante avanço histórico no reconhecimento do povo Kanela e acesso a direitos civis.
O Governo do Tocantins alcançou um avanço histórico no reconhecimento dos direitos do povo Kanela ao concluir um estudo antropológico que permite a retificação de registros civis e fortalece a identidade indígena no estado.
A iniciativa foi conduzida pela Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), que realizou um levantamento técnico para identificar e validar a presença da comunidade Kanela em território tocantinense.
Reconhecimento garante direitos e identidade
Com a conclusão do estudo, os integrantes do povo Kanela poderão retificar seus registros civis na Justiça do Tocantins, incluindo a etnia em seus sobrenomes e adotando nomes indígenas conforme sua tradição.
A medida representa um marco no fortalecimento da identidade cultural e no acesso a direitos fundamentais, promovendo maior inclusão social e reconhecimento institucional.
Estudo antropológico confirma presença histórica
O levantamento teve início em 2024, após solicitação da própria comunidade. A equipe técnica realizou trabalho de campo, identificando elementos culturais e históricos que comprovam a presença dos Kanela no estado.
Entre os achados estão vestígios da antiga aldeia e o Cemitério dos Velhos, localizado na Fazenda Pindaíba, em Araguaçu, evidenciando a ligação ancestral com o território.
O estudo apontou ainda que os indígenas fazem parte da Aldeia Crim Patehi, situada no município de Lagoa da Confusão.
Mais de 480 indígenas identificados
Ao todo, foram identificados mais de 480 indígenas durante a pesquisa, reforçando a relevância da comunidade e a necessidade de reconhecimento formal.
O secretário da Sepot, Ercivaldo Xerente, destacou que o trabalho contribui para ampliar a visibilidade e garantir acesso a serviços essenciais.
Segundo ele, o reconhecimento fortalece a dignidade das famílias e assegura melhores condições de vida para a comunidade.
Identidade indígena como direito fundamental
A antropóloga Patrícia Maia ressaltou que o nome indígena possui valor simbólico e representa o pertencimento ao grupo social, sendo um elemento essencial da ancestralidade.
O estudo evidenciou que a organização social, as manifestações culturais e os registros históricos confirmam a identidade do povo Kanela no Tocantins.
Reconhecimento institucional e territorial
O relatório foi protocolado no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) e na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com solicitação formal de reconhecimento.
Neste ano, o estudo foi aprovado e o território da Aldeia Crim Patehi passou a ser oficialmente reconhecido em solo tocantinense.
O avanço representa um passo significativo na valorização dos povos originários e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à preservação cultural e à garantia de direitos.
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