Saneamento: ligações corretas dentro de casa evitam transtornos e protegem o meio ambiente
BRK alerta que a separação adequada entre redes de água, esgoto e drenagem pluvial é fundamental para a eficiência do saneamento e para a qualidade de vida da população.
Abrir a torneira e encontrar água tratada ou acionar a descarga sem preocupações são hábitos tão presentes na rotina que muitas vezes passam despercebidos. No entanto, o funcionamento eficiente do saneamento começa dentro de cada imóvel e depende diretamente da forma como as instalações hidráulicas são construídas e mantidas.
Segundo a BRK, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, cada residência deve possuir três sistemas independentes: uma rede destinada à água potável, outra para o esgoto doméstico e uma terceira voltada exclusivamente ao escoamento da água da chuva.
A separação correta dessas estruturas é essencial para garantir a eficiência do saneamento, evitar transtornos e preservar o meio ambiente.
Saneamento depende da separação correta das redes
A água tratada chega aos imóveis por meio de uma ligação exclusiva entre a rede pública e as instalações internas da residência. Essa estrutura permanece isolada das demais tubulações para assegurar a qualidade da água consumida pela população.
Depois de utilizada em chuveiros, torneiras, vasos sanitários, tanques e pias, a água segue para outra rede específica: a de coleta de esgoto. Esse material é transportado até as estações de tratamento, onde passa por processos que permitem sua devolução ao meio ambiente de forma segura.
Esse processo faz parte do sistema de saneamento e contribui diretamente para a saúde pública, a preservação dos rios e a melhoria da qualidade de vida da população.
Água da chuva não deve ser ligada à rede de saneamento
Um dos erros mais comuns identificados pelas equipes técnicas é a ligação indevida de calhas, ralos externos e sistemas de captação de água da chuva à rede de esgoto.
Embora pareça uma solução simples, essa prática provoca sérios prejuízos ao sistema de saneamento. As tubulações de esgoto são projetadas para receber apenas os resíduos domésticos, enquanto a água da chuva deve ser direcionada às galerias pluviais e demais estruturas de drenagem urbana.
Quando a água das chuvas é despejada na rede de esgoto, ocorre sobrecarga nas tubulações, aumentando os riscos de extravasamentos, rompimentos e até retorno de água por ralos e vasos sanitários das residências.
Além dos prejuízos aos moradores, a situação compromete o funcionamento de todo o sistema de saneamento da cidade.
Saneamento é responsabilidade compartilhada
De acordo com o gerente de operações da BRK, Bruno Gravatá, a eficiência do saneamento depende também da participação dos moradores.
“O saneamento é uma responsabilidade coletiva que começa dentro de cada imóvel. Atenção a vazamentos, limpeza da caixa d’água e manutenção da caixa de gordura são ações simples que evitam transtornos para os moradores e garantem o bom funcionamento do sistema em toda a região”, destaca.
Além da correta separação das redes, atitudes como o uso consciente da água e a realização de manutenções preventivas ajudam a preservar a infraestrutura pública e reduzem impactos ambientais.
Benefícios do saneamento para toda a cidade
Quando o sistema de saneamento funciona corretamente, os benefícios vão muito além dos limites de cada residência. A cidade ganha em saúde pública, preservação ambiental, valorização imobiliária e qualidade de vida.
A BRK reforça que os serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto são de responsabilidade da concessionária. Já as galerias pluviais e sistemas de drenagem urbana são administrados pelo poder público municipal.
Pequenas atitudes dentro de casa podem fazer grande diferença para o funcionamento do saneamento e para o bem-estar coletivo. A correta utilização das redes contribui para evitar transtornos, proteger os recursos naturais e garantir que os serviços continuem funcionando de forma eficiente para toda a população.
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