Sindjor debate combate à desinformação em saúde com sociedades médicas
Representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) e de sociedades médicas discutiram estratégias para fortalecer a cobertura jornalística na área da saúde, ampliar o uso de fontes científicas e combater a disseminação da desinformação.
A produção de informações confiáveis na área da saúde foi o principal tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (26), em Palmas, entre representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) e entidades médicas. O encontro teve como objetivo aproximar jornalistas e especialistas, fortalecendo a divulgação de conteúdos baseados em evidências científicas e contribuindo para o enfrentamento da desinformação.
Participaram da reunião integrantes da diretoria do Sindjor-TO e representantes da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica no Tocantins (Abeso/TO), que defenderam uma relação mais próxima entre a imprensa e as sociedades científicas. A proposta é facilitar o acesso dos profissionais da comunicação a especialistas qualificados e ampliar a qualidade das informações divulgadas à população.
Sindjor fortalece diálogo entre imprensa e especialistas
Durante a reunião, os participantes discutiram mecanismos para ampliar a participação de médicos e pesquisadores na produção de reportagens sobre saúde. A intenção é tornar mais ágil o acesso da imprensa a fontes técnicas e garantir que temas complexos sejam apresentados ao público com clareza, precisão e responsabilidade.
Outro ponto debatido foi a necessidade de atualização permanente dos jornalistas sobre pesquisas científicas, protocolos clínicos e mudanças nas terminologias adotadas pelas entidades médicas, permitindo uma cobertura mais qualificada e alinhada às informações mais recentes.
Combate à desinformação em saúde
A disseminação de informações falsas ou sem respaldo científico também esteve entre os principais assuntos do encontro. Os representantes das entidades destacaram que a circulação de conteúdos incorretos pode gerar riscos à saúde pública, influenciar decisões inadequadas da população e dificultar campanhas de prevenção e tratamento de doenças.
Nesse contexto, jornalistas e especialistas defenderam o fortalecimento da comunicação baseada em evidências, valorizando pesquisas científicas, recomendações de sociedades médicas e informações produzidas por instituições reconhecidas nacional e internacionalmente.
Uso de linguagem adequada
Os participantes também discutiram a importância da utilização de terminologias atualizadas em reportagens sobre saúde. Um dos exemplos apresentados foi a abordagem da obesidade, tema que exige cuidado na escolha das palavras para evitar estigmas e garantir uma comunicação respeitosa com pacientes e familiares.
Segundo as entidades médicas, o uso correto da terminologia científica contribui para reduzir preconceitos, ampliar o entendimento da população e melhorar a qualidade das informações veiculadas pelos meios de comunicação.
Novo encontro reunirá veículos de comunicação
Como encaminhamento da reunião, ficou definida a realização de um novo encontro com a participação de representantes de veículos de comunicação do Tocantins. A proposta é ampliar o diálogo entre jornalistas, médicos e pesquisadores, criando canais permanentes de cooperação para facilitar o acesso da imprensa a especialistas em diferentes áreas da saúde.
A expectativa é que a iniciativa contribua para fortalecer o jornalismo especializado e ampliar a divulgação de conteúdos educativos voltados à promoção da saúde e da qualidade de vida.
Integração fortalece o jornalismo
A presidente do Sindjor-TO, Alessandra Bacelar, destacou que a aproximação entre profissionais da comunicação e entidades científicas representa um avanço para o jornalismo tocantinense.
“A troca de conhecimento entre profissionais da comunicação e entidades científicas fortalece o trabalho jornalístico e ajuda a levar informações mais claras e responsáveis à população”, afirmou.
A delegada da Abeso no Tocantins e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Estado, Marcela Pitaluga, ressaltou que as sociedades médicas pretendem ampliar sua disponibilidade para atender às demandas da imprensa.
“Queremos estreitar esse diálogo e estar cada vez mais disponíveis para esclarecer dúvidas e colaborar com os jornalistas na produção de informações baseadas em evidências”, disse.
A iniciativa reforça a importância da cooperação entre comunicação e ciência em um cenário marcado pelo grande volume de informações circulando nas plataformas digitais. O fortalecimento dessa parceria contribui para ampliar a qualidade do debate público e oferecer à sociedade conteúdos confiáveis sobre prevenção, diagnóstico, tratamentos e promoção da saúde.
Mais informações sobre a atuação do sindicato podem ser consultadas no portal da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Informações científicas sobre obesidade estão disponíveis no portal da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
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