Tocantins prepara maior plano de combate ao fogo da história
Marcello Lelis representou o governador Wanderlei Barbosa em reunião da Amazônia Legal que debateu queimadas, El Niño e ações climáticas integradas.
O plano de combate ao fogo Tocantins foi um dos destaques da 2ª Reunião Ordinária da Assembleia Geral dos Governadores da Amazônia Legal, realizada nesta terça-feira, 26, em formato virtual.
Representando o governador Wanderlei Barbosa, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, participou do encontro que reuniu representantes dos estados da Amazônia Legal para discutir ações integradas de enfrentamento às queimadas, seca severa, desmatamento e impactos climáticos provocados pelo fenômeno El Niño.
Amazônia Legal debate ações contra queimadas e seca
Durante a reunião, o presidente do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, governador do Maranhão, Carlos Brandão, alertou os estados sobre a necessidade de ampliar as estruturas de prevenção e combate aos incêndios florestais.
A preocupação ocorre diante das previsões de agravamento dos efeitos do El Niño, fenômeno climático que pode provocar aumento das temperaturas, seca prolongada e intensificação das queimadas em diferentes regiões da Amazônia Legal.
Segundo o Consórcio, os estados precisam reforçar estratégias de prevenção, ampliar equipes técnicas e fortalecer planos integrados de manejo do fogo.
Tocantins prepara plano histórico de combate ao fogo
Durante a reunião, o secretário Marcello Lelis afirmou que levará as discussões ao governador Wanderlei Barbosa e destacou que o Tocantins está estruturando o maior plano de combate ao fogo da história do estado.
“Me chamou atenção a preocupação apresentada sobre os efeitos do El Niño e os impactos das queimadas. Precisamos nos preparar ainda mais para enfrentar esse cenário climático desafiador”, destacou o secretário.
O Governo do Tocantins vem ampliando investimentos em monitoramento ambiental, prevenção de incêndios florestais e fortalecimento das ações de fiscalização e combate ao fogo em áreas urbanas e rurais.
Carta com recomendações aos estados
Durante o encontro, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal informou o encaminhamento de uma carta contendo recomendações aos estados membros.
Entre os principais pontos estão:
- fortalecimento dos planos de manejo integrado do fogo;
- ampliação das ações preventivas;
- cooperação técnica entre os estados;
- apoio financeiro para enfrentamento das queimadas;
- participação da iniciativa privada com doação de equipamentos.
O Consórcio também colocou sua estrutura à disposição para apoiar tecnicamente os estados no desenvolvimento das estratégias de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Eventos climáticos internacionais entram na pauta
A reunião também apresentou a agenda de eventos internacionais relacionados ao clima e à sustentabilidade previstos para 2026.
Entre os destaques estão:
- Semana do Clima em Londres — de 20 a 28 de junho;
- Semana do Clima em Belém — de 29 de junho a 3 de julho;
- COP 31 — entre 9 e 20 de novembro, em Antalya, na Turquia.
Os eventos devem reunir governos, especialistas ambientais, instituições internacionais e representantes do setor produtivo para debater mudanças climáticas e políticas ambientais globais.
Criação da marca Amazônia foi apresentada
Outro tema debatido durante o encontro foi a criação da marca Amazônia, iniciativa coordenada pelo Consórcio da Amazônia Legal.
A proposta busca fortalecer a valorização sustentável da região amazônica, promovendo produtos, cadeias produtivas e iniciativas ligadas à bioeconomia e ao desenvolvimento sustentável.
Também foram apresentados projetos ligados à governança fundiária, segurança pública, povos indígenas e planejamento estratégico regional.
Pará apresentou ações contra incêndios florestais
O Estado do Pará apresentou um conjunto de ações integradas voltadas ao combate aos incêndios florestais em cenário agravado pelos efeitos do El Niño.
Entre os pontos destacados estiveram:
- preocupação com a seca prolongada;
- impactos sobre agricultores familiares;
- dificuldades enfrentadas por famílias em áreas de várzea;
- possibilidade de programas de transferência de renda para populações afetadas.
A reunião reforçou a necessidade de integração entre os estados da Amazônia Legal para enfrentar os impactos ambientais e sociais provocados pelas mudanças climáticas nos próximos meses.
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