Lula defende democracia em encontro global em Barcelona

Lula Mobilização Progressista Global Barcelona 2026

Lula defende democracia, justiça social e multilateralismo em encontro internacional de lideranças progressistas em Barcelona.

O Lula Mobilização Progressista Global Barcelona 2026 ganhou destaque neste sábado, 18 de abril, durante o encerramento da Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, na Espanha. No discurso da sessão plenária final, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento da democracia, da justiça social e da cooperação internacional como resposta ao avanço do extremismo e das desigualdades no cenário global.

Ao abrir sua fala, Lula parabenizou o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, pela organização do encontro e ressaltou a necessidade de mobilização permanente em defesa do multilateralismo e das instituições democráticas.

Lula defende mobilização permanente

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que o campo progressista precisa agir de forma contínua para restabelecer valores fundamentais como a democracia e a cooperação entre as nações.

Segundo Lula, a mobilização não pode se limitar a eventos pontuais. Para ele, deve ser um movimento permanente, presente todos os dias, com capacidade de enfrentar o avanço de discursos extremistas e de reconstruir a confiança social.

Crítica ao neoliberalismo e às desigualdades

No discurso, Lula também fez críticas ao modelo econômico neoliberal, afirmando que a promessa de prosperidade não se concretizou para a maioria da população e que o resultado foi o aprofundamento da fome, da desigualdade e da insegurança.

O presidente observou que o campo progressista avançou na garantia de direitos para trabalhadores, mulheres, pessoas negras e minorias, mas ainda enfrenta o desafio de superar desigualdades estruturais e apresentar respostas econômicas consistentes.

Na avaliação do presidente, a incapacidade de romper com a lógica econômica dominante abriu espaço para que a extrema direita ocupasse o discurso de contestação, canalizando frustrações sociais para agendas regressivas e ataques a direitos.

Defesa da coerência e compromisso com o povo

Lula afirmou que o primeiro mandamento dos progressistas deve ser a coerência entre discurso e prática. Segundo ele, governos eleitos com propostas voltadas à população não podem trair essa confiança ao implementar programas opostos aos compromissos assumidos.

Ao longo da fala, o presidente reforçou que as demandas populares são claras: alimentação digna, moradia, escolas e hospitais de qualidade, meio ambiente saudável, emprego decente e salário capaz de garantir uma vida confortável.

Para Lula, ser progressista significa escolher a igualdade e permanecer ao lado do povo, especialmente diante dos efeitos da concentração de renda e da exclusão social.

Multilateralismo e reforma das instituições globais

Na dimensão internacional, Lula voltou a defender o fortalecimento do multilateralismo e a reforma das instituições de governança global. Segundo ele, desafios como guerras, fome, comércio desigual e mudanças climáticas exigem respostas coordenadas em escala internacional.

O presidente argumentou que ser progressista na arena global significa defender regras válidas para todos, com mais equilíbrio entre países desenvolvidos e em desenvolvimento em organismos como ONU, Banco Mundial, FMI e OMC.

Lula também afirmou que o Sul Global não pode continuar pagando a conta de guerras que não provocou nem de crises climáticas que não causou, além de ser tratado apenas como fornecedor de matérias-primas.

Redes sociais, desinformação e ameaça à democracia

Outro ponto destacado pelo presidente foi a necessidade de enfrentar a desinformação e disputar a narrativa pública também no ambiente digital. Segundo Lula, a internet se tornou um campo de batalha político e democrático.

Ele defendeu que o enfrentamento à extrema direita não deve ocorrer apenas nas redes, mas também nas universidades, igrejas, associações de bairro e outros espaços da vida social.

Ao falar sobre o Brasil, Lula afirmou que a ameaça da extrema direita à democracia é concreta e relembrou que houve planejamento de golpe de Estado e articulações contra as instituições.

Mensagem final de esperança

No encerramento, Lula deixou uma mensagem de esperança, afirmando que a democracia é uma construção cotidiana e que precisa produzir resultados concretos na vida das pessoas.

Foi nesse contexto que o presidente declarou que é preciso substituir o desalento pelo sonho e o ódio pela esperança, reforçando a missão da Mobilização Progressista Global de recuperar a capacidade das forças progressistas de projetar um futuro com justiça social, igualdade e democracia.

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