Mineração no Tocantins
Encontro realizado em Palmas reuniu empresários, especialistas e representantes do poder público para discutir o futuro da mineração no Tocantins e no Matopiba.
A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) e o Sindicato das Indústrias de Mineração do Estado do Tocantins (Sindimeto) promoveram, nesta quinta-feira, 21, um encontro para discutir o fortalecimento da mineração no Tocantins e na região do Matopiba.
O evento reuniu mais de 200 participantes, entre empresários, especialistas e representantes do poder público, no auditório da Escola Sesi de Referência José Wilson Siqueira Campos, em Palmas.
Com o tema “Mineração como Vetor de Desenvolvimento Regional no Matopiba (com foco no Tocantins)”, o encontro contou com apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
A programação debateu tendências do setor mineral, desafios regulatórios e oportunidades de crescimento econômico sustentável para o estado e para a região do Matopiba.
FIETO destaca compromisso com o setor mineral
O presidente da FIETO, Roberto Pires, destacou o compromisso da entidade com o desenvolvimento da mineração no Tocantins e reforçou a importância da parceria entre indústria e poder público.
“A FIETO sempre esteve à disposição para apoiar o avanço do setor mineral, em alinhamento com a Confederação Nacional da Indústria, com foco na inovação, capacitação, desenvolvimento sustentável e fortalecimento das parcerias com o poder público.”
Segundo ele, o fortalecimento da mineração pode gerar impactos positivos na economia tocantinense, ampliando investimentos, empregos e oportunidades de desenvolvimento regional.
Sindimeto defende união entre entidades
O presidente do Sindimeto, Wagno Milhomem, também ressaltou a importância da atuação conjunta entre entidades empresariais e instituições públicas para ampliar o crescimento do setor mineral no estado.
Durante o encontro, representantes do segmento discutiram a necessidade de modernização regulatória, incentivo à pesquisa mineral e fortalecimento da infraestrutura logística para expansão da atividade mineradora.
IBRAM aponta momento estratégico para mineração
O principal destaque da programação foi a palestra do presidente do IBRAM, Pablo Silva Cesário, que apresentou um panorama da mineração no Brasil e as perspectivas para o Matopiba.
Segundo ele, o setor vive um momento estratégico impulsionado pela demanda global por minerais ligados à transição energética e à indústria tecnológica.
“Estamos vivendo um momento positivo para a mineração, que hoje é vista como um setor estratégico para o futuro. É fundamental direcionar investimentos para pesquisas minerais e criar estruturas mais ágeis de licenciamento ambiental.”
Pablo Cesário também destacou o potencial do Tocantins em minerais estratégicos e a importância da segurança jurídica para atração de novos investimentos privados.
Governo e Prefeitura participam do debate
Representando o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, o presidente da Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto), Eduardo Moraes, afirmou que o Estado está aberto à construção de parcerias com o setor produtivo.
Segundo ele, o governo busca fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da mineração e à ampliação da atividade econômica ligada ao setor mineral.
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, também participou do evento ao lado da primeira-dama e secretária municipal de Desenvolvimento Social, Polyanna Siqueira Campos.
Durante sua fala, o prefeito relembrou a visão do ex-governador José Wilson Siqueira Campos sobre o potencial mineral do Tocantins.
“Ele dizia que o Tocantins viveria um ciclo extraordinário da mineração.”
Tocantins amplia protagonismo no setor mineral
Nos últimos anos, o Tocantins vem sendo apontado como uma das regiões promissoras do país para expansão da mineração.
Levantamentos geológicos identificam potencial para exploração de minerais como ouro, cobre, ferro, manganês, grafita, níquel, gesso, calcário, granito e terras raras, consideradas estratégicas para a economia global e para tecnologias ligadas à transição energética.
A expectativa do setor é que novos investimentos contribuam para geração de empregos, aumento da arrecadação e fortalecimento econômico do estado nos próximos anos.
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